Olímpia - A cada quatro anos, por mais de 12 séculos, pessoas de várias regiões da Grécia seguiam para Olímpia, no Peloponeso, para competições esportivas em homenagem a Zeus. As disputas duravam uma semana e, nesse período, até mesmo as guerras cessavam. Os jogos foram oficializados em 776 a.C. e seguiram até 392 d.C., quando o imperador romano Teodósio I proibiu as celebrações pagãs no império, o que incluía a Olimpíada, como as competições passaram a ser conhecidas.
Essa e outras histórias, como as dos atletas que alcançaram a glória máxima ao vencer as disputas, são revividas durante a visita ao santuário de Olímpia. O lugar ficou soterrado por séculos, até ser descoberto em escavações realizadas entre 1723 e 1961. Lá está, muito bem conservado, o primeiro estádio olímpico de que se tem notícia, com capacidade para 45 mil pessoas, onde eram disputadas provas de atletismo. Ao lado do estádio havia um hipódromo, mas não há vestígios da construção.
Um passeio pelo santuário de Olímpia vale por anos e anos de história antiga. O lugar também era um centro de peregrinação em louvor a Zeus. As ruínas do templo do maior dos deuses gregos estão lá e emocionam nos primeiros minutos. Construído entre 470 e 460 a.C., tem estilo dórico e colunas de 20 metros de altura. Aqui eram coroados, com ramos de oliveira, os vencedores das competições os mais célebres ganhavam estátuas; os que venciam mais de três edições eram considerados heróis.
A aula de história só fica completa com uma visita ao Museu Arqueológico, ao lado das ruínas. Lá estão peças encontradas durante anos de escavações. Já na entrada principal estão as fachadas do templo de Zeus, com motivos que representavam mitos locais. Mais adiante, pode ser admirada a estátua de Hermes de Praxíteles, de 2,13 metros, talhada entre 340 e 330 a.C.
Mas há muito mais para ver por lá. São estátuas, vasos, armas e utensílios usados em diversos momentos da história. Um painel e uma maquete explicam bem os períodos encontrados no santuário: arcaico, século 6º a.C.; clássico, século 5º a.C.; helênico, entre os séculos 4º e 1º a.C. e romano, do século 1º ao 3º depois de Cristo - as estátuas deste último período, aliás, estão conservadíssimas. O museu abre de terça a domingo, das 8 às 19h30. (A.C.S.)

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