Loucura pouca é bobagem
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quinta-feira, 11 de junho de 1998
Celina Alonso Az 
Marcos NegriniCelso Barretto explica na palestra de hoje por que Hendrix não morreu de overdoseA vida e a obra de loucos famosos (alguns até imortais) continuam sendo o tema do ciclo Arte & Loucura que está na Sociedade Médica de Maringá até o dia 27 de junho. Hoje é a vez de Jimi Hendrix, um dos monstros sagrados da guitarra de todos os tempos. A noite começa com uma palestra do médico psiquiatra Mario Miyazato sobre arte e loucura e em seguida o músico e médico Celso Barretto fala sobre a história do guitarrista que morreu em 1970. Para terminar, a banda A Válvula apresenta um show de rock com músicas de Hendrix .
James Marshal Hendrix nasceu em Seattle, em 1945. De família pobre foi autodidata e antes de ficar conhecido acompanhava cantores de soul music e chegou a tocar com B. B. King, Little Richard e na banda de Ike e Tina Turner e de Isley Brothers. Chegou a tocar com cerca de 50 conjuntos formados por negros americanos até conseguir se firmar como artista solo em 66. Durante os três anos de sua curta carreira de popstar ele se tornou um ídolo. Entre seus sucessos estão Purple Haze e Red House (tema do filme Cidade dos Anjos com Meg Ryan, que está entrando nos cinemas de São Paulo).
ReproduçãoJimi Hendrix: genialidade era marca registrada do guitarrista mais famoso do mundo
Entre as músicas que a banda A Válvula (Celso Barretto, guitarra, Stone, baixo e Luciano na bateria) apresenta esta noite estão Hey Joe, (única que não é de Hendrix), Purple Haze, Angel, Little Wing e Fire. Segundo o guitarrista Celso Barretto, considerado um dos mais talentosos do Paraná, Hendrix inventou a guitarra do rock. Até então ela era usada como instrumento de blues, fazia bases, ou até mesmo solo, mas muito comportado, explica o músico. Sua marca registrada era usar a distorção, a microfonia como efeitos sonoros. Usava a distorção como timbre tocava com os dentes, nas costas, e tocou fogo na guitarra (literalmente). Hoje qualquer grupo de rock imita na guitarra as performances de Hendrix. Ele não era louco. Ele era genial e como todo gênio tinha uma maneira de ver a vida e um comportamento considerado exótico. Ele não morreu de overdose, conta Celso Barretto. Na palestra desta noite, Barretto que também é médico vai explicar por que Hendrix não morreu de overdose.
Durante a apresentação do show haverá distribuição gratuita de cerveja pela Heineken.


