'LOST' volta a suscitar curiosidades
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sábado, 03 de fevereiro de 2007
Reportagem Local 
Se você não tem TV por assinatura, vai ter que esperar um pouco mais para ver o Rodrigo Santoro atuando em ''Lost''. É que o galã faz uma participação na terceira temporada da série, que virou mania televisiva, e será exibida em março, no canal pago AXN.
Por enquanto, os admiradores com acesso apenas à TV aberta terão que se contentar com a segunda temporada a ser exibida a partir de hoje (depois do Jornal da Globo) e reencontrar os sobrevivente do desastre no vôo 815 da Oceanic Air.
A crítica norte-americana tem insistido em usar a expressão ''era de ouro'' para se referir à atual safra de teledramaturgia. Os pilares do bom momento seriam a ousadia e a originalidade dos temas abordados, associadas à disposição de experimentar formatos.
''Lost'', certamente a mais festejada pelo público brasileiro, apresentou 16 pontos de média no Ibope, índice excelente para o horário. Nos EUA, depois de um hiato de três meses, o terceiro ano da saga dos exilados na misteriosa ilha, estréia na próxima quarta, com um desafio: elucidar mistérios suficientes para estancar a sangria de audiência, sem entregar pontos-chave da trama. O enigma que envolve o personagem de Rodrigo Santoro deve ser um dos primeiros da fila. O ator brasileiro fez apenas uma breve participação.
Mas os rumos da história não mudarão segundo a medição do ibope. ''Sempre buscamos um equilíbrio entre as duas principais críticas dos fãs: a mitologia excessivamente complexa que envolve a ilha e o fato de não darmos muitas respostas. Não há um balanço perfeito, mas contamos com o público para nos guiar de alguma forma'', disse o co-criador Damon Lindelof, em outubro passado, durante entrevista da qual a reportagem participou, nos EUA.
A máxima do ''nada em ''Lost' é o que parece'' - que inspira, no círculo de fãs, as mais estapafúrdias teorias sobre o simbolismo da ilha - é seguida pelos roteiristas desde o começo de tudo, quando esboçavam personagens como Sayid.
''Escrevemos o piloto em janeiro de 2004. Na época, fazia cerca de seis meses que George Bush anunciara a vitória americana no Iraque, e a América começava a sentir que aquilo (a guerra) poderia durar mais do que se imaginava. Achamos interessante apresentar um personagem heróico e cativante e depois revelar que ele tinha sido da Guarda Republicana Iraquiana. A noção de que as coisas podem não ser o que aparentam nos parecia um comentário político interessante'', contou Lindelof.


