Los Angeles - Basta uma volta pelas ruas do Pueblo de Nuestra SeÀora la Reina de Los Angeles de Porciúncula o primeiro nome de Los Angeles, ou L.A., para os ''íntimos'' para se ter a seguinte sensação: sim, é uma metrópole (com aproximadamente 7 milhões de habitantes). Não, não tão assustadora como mostrada em alguns filmes de Hollywood. Certamente um lugar que vale a pena conhecer um pouco melhor. Parece um grande cenário a céu aberto. Afinal, é a ''cidade dos anjos'' e das estrelas de cinema.
É fato e isso percebe-se nos primeiros minutos de estada que Los Angeles não favorece o pedestre. O transporte público também não é lá essas coisas. Apesar de ser o terceiro maior sistema dos Estados Unidos, o metrô (US$ 3 o passe para o dia inteiro) depende de interligação com linhas de ônibus para levar a lugares como Santa Monica e Beverly Hills. Os trens passam por pontos de interesse turístico, como Hollywood e Universal Studios. Há quem prefira alugar um carro esses devem se preparar para os inevitáveis congestionamentos, até mesmo nas freeways.
Carro (ou passe de metrô), paciência, mapa. Com o ''kit básico de sobrevivência em L.A.'', é hora de começar a desbravar a cidade. Vale partir do centro, que foi todo revitalizado nos últimos cinco anos e ganhou investimentos da ordem de US$ 13 bilhões nesse período, grande parte da iniciativa privada. ''Não se pode ter uma grande cidade sem um bom centro'', afirma a presidente da Associação do Centro de Los Angeles, Carol Schatz. Uma das iniciativas consistiu em levar os moradores de volta para essa área. ''Para isso, deixamos a região limpa e segura'', diz Carol.
A grande estrela do centro é o novíssimo Walt Disney Concert Hall (http://wdch.laphil.com), inaugurado em outubro do ano passado, no número 111 da South Grand Avenue. Projetado por Frank O. Gehry, o mesmo arquiteto do Guggenheim de Bilbao daí que se pode perceber, de cara, a semelhança entre as duas construções , o lugar tornou-se a casa da Filarmônica de Los Angeles. No mínimo, grandioso.
A construção, com espaço para mais de 2.200 pessoas, consumiu investimentos em torno de US$ 700 milhões e começou a partir de um sonho da viúva de Walt Disney, Lillian (1899-1997), que, em 1987, doou US$ 50 milhões para o projeto. Os ingressos para apresentações da filarmônica custam a partir de US$ 35.
Do outro lado da rua, na California Plaza, está o Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles (www.moca.org). O lugar tem uma coleção de aproximadamente 5 mil peças, do expressionismo à pop art. Até agosto, o museu tem programada uma mostra de arte minimalista, intitulada A Minimal Future? Art as Object 1958-1968.
Perto dali, na Temple Street, está uma das jóias da cidade, motivo de orgulho para muitos de seus moradores: a Catedral de Nossa Senhora dos Anjos, maior igreja dos Estados Unidos. Projetado pelo espanhol José Rafael Moneo, o prédio é para lá de arrojado, com peças cheias de significado que representam, entre outras propostas, a jornada espiritual dos peregrinos.
Vale a pena reparar nos murais de algodão e viscose que adornam a nave. Com 5 metros de altura, representam 135 santos. Outra peça obrigatória é o crucifixo de aproximadamente 1 metro e meio, fincado no altar. É uma peça de tirar o fôlego, esculpida, em bronze, pelo artista plástico Simon Toparovsky. Como curiosidade, repare na fonte de água benta, localizada nos fundos da igreja.
Para finalizar o essencial do centro de Los Angeles, dê uma passadinha pelo Dorothy Chandler Pavilion, no Music Center, que serviu de palco por 25 anos para a festa do Oscar, e pela prefeitura, no número 200 da North Spring Street. A sensação é que você já viu esse lugar antes. E é verdade! o prédio da prefeitura que foi o mais alto da cidade até 1957 serviu de locação para vários filmes, entre eles ''Guerra dos Mundos'' (1953) e algumas tomadas de ''Superman'' (1978).
Depois desse tour, dê uma esticadinha até Santa Monica. A praia dos moradores de Los Angeles é famosa pela roda-gigante que parece sair do Pacífico. Basta uma volta pelo píer que aparece em inúmeras produções, como ''Forrest Gump'' (1994) para se ter uma certeza: sim, vale a pena conhecer os bastidores desse grande cenário a céu aberto.

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