'Looper' une suspense e dilema moral
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Alexandre Agabiti Fernandez <br> Folhapress 
São Paulo - A ficção científica tem sofrido nas produções recentes de Hollywood com roteiros esquemáticos que resultam em filmes desprovidos de qualquer sutileza. Não é este o caso de ''Looper - Assassinos do Futuro'', terceiro longa do diretor e roteirista Rian Johnson.
Denso e original, o argumento recebe tratamento de filme de ação e levanta um dilema moral, algo pouco usual no gênero. O filme também marca o retorno de Bruce Willis à ficção científica.
Em um futuro próximo, o crime organizado usa as viagens no tempo para enviar seus inimigos ao passado com o propósito de serem eliminados por assassinos profissionais, os ''loopers'', que também se encarregam de fazer com que todos os corpos desapareçam.
Joe (Joseph Gordon-Levitt) é um jovem ''looper'' que se dedica a acumular todo o dinheiro que ganha para desfrutar uma aposentadoria na França. Mas seus planos começam a desandar quando o sindicato do crime resolve despachar os ''loopers'' ao passado para serem assassinados por si mesmos.
Longe das inflexões de ator canastrão e brutamontes, Bruce Willis é Joe com algumas décadas a mais, um personagem cansado e vulnerável. Ele retorna ao passado e acaba se confrontando com sua versão mais nova. Mesmo sendo a mesma pessoa, as décadas de experiência de vida entre eles os colocam em campos opostos.
Conhecedor de seu destino, o velho Joe quer evitar que o jovem cometa certos erros que o levarão a um fatídico final, mesmo que isso implique em arruinar o presente do rapaz.
Mas o jovem Joe não parece muito disposto a obedecer. E isso abre espaço a uma série de peripécias e para o drama moral. Quem tem razão? Aquele que quer viver o presente ou o que sacrifica o aqui e agora pensando no futuro?
Johnson trabalha muito bem o suspense, mas as doses de violência - que se aproxima do registro dos filmes ''gore'' - são exageradas.
Fora de lugar também está a mãe arrependida (Emily Blunt), cuja presença serve apenas para trazer um pouco de romance, ingrediente desnecessário ao contexto.


