Longe dos sombreiros gigantes
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de setembro de 2002
Flávia Perin<br> Agência Estado 
A cidade branca. Parece incoerente Mérida ser conhecida assim, mas ela é mesmo diferente. Lá não se vê a imagem colorida, típica, que se faz do México. Homens bigodudos vestindo sombreiros gigantes, envoltos em tecidos de tons vibrantes, tomando tequila e gritando ''Arriba!'' definitivamente não são marca registrada da capital do Estado de Yucatán, mais ao sul do país. Estamos falando de um México colonial, elegante e requintado, que não combina com esse estigma.
Fundada em 1542 pelo espanhol don Francisco de Montejo sobre as ruínas da antiga cidade maia de T'ho, Mérida ostenta um harmonioso plano urbano, com avenidas largas e repletas de palácios e casarões coloniais. Um city tour a bordo de um ônibus turístico passa por 30 pontos de interesse. Dá para se ter uma amostra dos traços europeus presentes nas fachadas.
Bem no centro geográfico da cidade está a Plaza Mayor, rodeada por prédios representativos de diversos estilos arquitetônicos e fases da história local. A Catedral de San Ildefonso, de 1598, é considerada uma das mais antigas das Américas. Seu interior foi totalmente destruído durante a Revolução Mexicana no começo do século 19, mas sua majestuosidade continua presente. O destaque fica por conta do Cristo, esculpido por Ramon Lapayese del Rio, dito um dos maiores do mundo.
Ainda na praça principal, visite o Palácio do Governo, de 1892. O prédio de estrutura neoclássica exibe uma sequência de 27 murais, de Fernando Castro Pacheco, que conta a saga violenta que massacrou o povo maia no país. Depois, a Casa de Montejo, uma homenagem ao desbravador da Península de Yucatán.


