Londrinenses no Sambódromo
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Foi definido o grupo de nikkeis londrinenses que irá participar do desfile da escola de samba Porto da Pedra, do Grupo Especial do Carnaval carioca. Será uma turma de 42 descendentes de imigrantes japoneses, 35 dos quais integrantes do grupo Hikari, uma associação de amigos que se encontra semanalmente na sede da Aliança Cultural Brasil-Japão.
Eles se juntarão a nisseis de Maringá e Curitiba para compor a caravana de paranaenses no Sambódromo ao lado de outra turma de descendentes nipônicos de São Paulo e do Rio de Janeiro. A Porto da Pedra vai para a avenida esse ano com o enredo ''Tem Pagode no Maru - Cem Anos da Imigração Japonesa no Brasil''. Os convidados estarão na 5 ala, intitulada ''Os imigrantes no Caminho da Esperaça''.
A apresentação ocorrerá no dia 3 de fevereiro (domingo), primeiro dia de desfiles da maior festa popular do País. O convite partiu da agremiação carioca por intermédio da Comissão de Eventos Comemorativos do Centenário da Imigração Japonesa do Estado do Rio. ''O grupo está muito entusiasmado e eufórico com o convite. Sentimo-nos honrados porque é uma grande oportunidade de homenagear a colônia japonesa no Brasil justamente na passagem do centenário da imigração'', diz Luiz Kenhiti Kurumoto, advogado e coordenador do Hikari.
A associação, segundo ele, desenvolve atividades culturais, de lazer e de assistência social. Foi criada há três anos por pessoas de variados ramos profissionais incluindo empresários, professores, engenheiros, gerentes de banco, cabelereiras e donas-de-casa. Às segundas-feiras reúnem-se na Aliança Cultural Brasil-Japão para dançar, jogar conversa fora e traçar planos de atuação.
Uma das iniciativas desenvolvidas pelo grupo é fazer promoções de yakisoba (macarrão) com a finalidade de arrecadar recursos para doá-los a entidades assistencias - especialmente aquelas ligadas ao Hospital do Câncer. Ajudam também um asilo para idosos da colônia japonesa de Maringá. ''Na parte cultural, procuramos divulgar o Bon-Odori com o objetivo de manter a tradição'', salienta.
Segundo Luiz, o grupo está ensaiando todos os dias para fazer bonito na avenida. Os associados participarão do desfile ao lado de meia dúzia de outros convidados da Aliança. Todos terão que estar com o enredo na ponta da língua e, claro, o samba no pé.


