Há 18 anos participando do Festival de Dança de Joinville, a londrinense Yeda Marques Russo, sócia da Balletto a terceira marca mais representativa do mercado nacional de sapatilhas e malharia de dança é do tempo em que o evento era realizado na Casa de Cultura e as barraquinhas com os produtos eram montadas no gramado. ''Era um sufoco. Quando chovia, a gente tinha que pegar as coisas correndo. O frio também era insuportável. Tínhamos que colocar jornais nos pés e nas costas para esquentar'', lembrou Yeda.
Hoje, em um estande de 72 metros quadrados, de localização estratégica, os produtos são vendidos para bailarinos do Brasil inteiro e do exterior. ''Muitas pessoas fazem encomendas com antecedência. Quando ajustes são necessários, mandamos a sapatilha para Londrina. Tudo tem que ficar pronto até o final do festival'', explicou Yeda. As mesmas sapatilhas também são vendidas para os bailarinos do Ballet Royal da Dinamarca.
O administrador da empresa, Ricardo Russo, comentou sobre os constantes investimentos em melhoria do estande. ''O esforço vale a pena. O nosso calendário de produção é todo feito em função do festival de Joinville. O lucro médio chega a R$ 40 mil'', destacou.
Outro londrinense de sucesso em Joinville é o fotógrafo Amir Sfair Filho. Com residência na cidade, há sete anos ele passou a fotografar o festival. Ele começou a se especializar em dança quando morou no Rio de Janeiro, mas foi em Joinville que o seu trabalho ganhou projeção. Há cinco anos montou uma agência que presta assessoria fotográfica exclusiva ao festival. Desde o ano passado recebeu o convite para fotografar balés importantes de Portugal e agora se divide entre os dois países. (A.P.N.)

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