Londrina ganha mais graça a partir deste sábado (16) com a sexta edição do Rolé, o festival de palhaçaria que promove a arte de rua e busca fortalecer os circuitos culturais da cidade, através da circulação de espetáculos e artistas locais, regionais e nacionais por diversas regiões da cidade, com foco na descentralização do acesso à cultura.

O projeto leva a arte para além do centro, atendendo populações historicamente excluídas do circuito convencional como aquelas dos distritos rurais e zonas periféricas. Todas as atividades são gratuitas.

Idealizado e realizado pela ASPA (Associação dos Profissionais de Arte de Londrina), com o patrocínio do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), o Rolé 2026 apresenta a arte do palhaço como elo comunitário, mostrando como essa ferramenta de conexão social é universal e de fácil compreensão para todas as idades. O festival celebra ainda a tradição de Londrina na palhaçaria, homenageando figuras históricas como o Palhaço Picolino, de Ricardo Queirolo, e o Palhaço Xupetin, de Oscar Espinola.

De acordo com Alexandre Simioni, coordenador geral do evento, o Rolé não se limita a apresentações isoladas, e propõe um ecossistema de convivência artística. “A nossa curadoria escolheu espetáculos de grupos que representam a diversidade. Temos os londrinenses dividindo a programação com outros paranaenses e artistas goianos, pernambucanos, paulistas e fluminenses. Ao longo dos dias de festival, que segue até 24 de maio, todos se encontram e a troca acontece naturalmente, em oficinas, demonstrações de trabalho e outras atividades”, revela.

Imagem ilustrativa da imagem Londrina vira picadeiro com a 6ª edição do Rolé
| Foto: A RafaeLLa Pessoa

Para a seleção dos espetáculos, a ASPA realizou um chamamento público. Foram 118 trabalhos inscritos, de todo o país e da América Latina. Além da organização do Festival, a curadoria contou com a participação de Lucas Turino, artista palhaço em Londrina. As escolhas que compõem a grade de programação se conectam por prezar a relação com o público, de forma popular e afetiva, com potencial para apresentação na rua e nas escolas, algo importante para o Rolé.

"Esse algo em comum acontece mesmo considerando que os espetáculos possuem características e usam de ferramentas e técnicas da palhaçaria diferentes entre si. Temos espetáculos, com utilização muito presente da música, outros com uso potente da fala na construção da comicidade, outro que se faz a partir da comicidade física e assim por diante”, comenta Simioni.

O Rolé se diferencia dos festivais tradicionais por sua natureza pedagógica e colaborativa, para além das apresentações. “Procuramos priorizar a construção coletiva e a troca de saberes entre os artistas convidados e a comunidade local. Além disso, o projeto visa a ‘exportação’ da produção local, criando redes de contato que permitem que artistas de Londrina circulem em outros centros nacionais após o evento”, comenta Simioni.

O palco principal do Rolé é a Vila Triolé, na zona oeste de Londrina. Todas as apresentações são gratuitas, mas com a possibilidade de contribuição espontânea, com os artistas “passando o chapéu”, uma tradição da arte de rua. “A arte no Rolé é pública, de rua. As pessoas podem vir preparadas para contribuir no chapéu, mas se não puderem, devem vir, assistir, se divertir e contribuir em outro momento. O chapéu é o valor que o público dá ao trabalho do artista de acordo com a sua realidade, não sendo, neste caso, uma relação somente de preço”, comenta Simioni.

Imagem ilustrativa da imagem Londrina vira picadeiro com a 6ª edição do Rolé
| Foto: ALONSO.JR

Programação promete maratona de risos

Os palhaços Pelúcia e Tropo, do Circo Rodado (Curitiba/PR), abrem a programação no sábado, na Vila Triolé, às 17h. Em “Magias Estarrecedoras”, dois mágicos seriamente desconhecidos mundialmente, através das conexões psicotropicalisticamente subalteradas, realizam grandes truques na frente da plateia. Brincando com o visível e o invisível, a dupla foca no riso e na interação com o público com "truques" cômicos e atrapalhados, misturando mágica e palhaçaria. O espetáculo tem 50 minutos de duração e classificação indicativa livre.

Logo depois, no mesmo local, às 19h, tem a Cia. Boca do Lixo (Anápolis/GO), com a montagem “Inventando Moda” que promete conduzir o público por uma jornada vibrante e emocionante pelas tradições culturais do Brasil, narrada por três palhaços: Siriema, Mutamba e Marelo. Fruto de 17 anos de pesquisa sobre a cultura popular, a peça explora com leveza e humor a diversidade das manifestações artísticas culturais do Brasil, celebrando a trajetória do grupo.

No domingo (17), sempre na Vila Triolé, tem os “Domadores de Gungunzara”, dos londrinenses da Cia. Os Palhaços de Rua, às 17h. Esse é o quarto espetáculo da companhia que leva para a rua todo o universo circense apresentado pelos palhaços Batata Doce e Turino. Os artistas se exibem como domadores de um raro animal feroz chamado Gungunzara. A peça se propõe a brincar e a renovar os extintos números de domadores de animais através da lógica dos palhaços, se desafiando e atualizando gags clássicas da tradição circense.

Na sequência, às 19h, “Um Curto-Circuito de Risos!”, com o Palhaço Gambiarra de Camaragibe (PE). Um espetáculo multidisciplinar que funde o melhor do circo, da poesia e da contação de histórias. Com suas habilidades circenses, como números de equilíbrio no monociclo, malabarismo com claves e interações hilárias com voluntários da plateia, o Palhaço Gambiarra, criado por Dú Yândi Ramos dos Santos é uma figura artística que une as tradições circenses à valorização da cultura afro-brasileira, promete momentos de pura diversão e entretenimento.

A partir de segunda (18), a programação segue com apresentações para os públicos dos distritos rurais de São Luiz, Maravilha, Guaravera e Warta, oficinas e intercâmbios técnicos. O Cabaré do Rolé acontece na quarta (20), às 19h na Concha Acústica de Londrina e esse é um dos pontos altos e mais aguardados do Festival, um grande show de variedades com todos os artistas que participam do festival.

A programação artística aberta a todo o público continua até o final de semana com espetáculos na Vila Triolé. O londrinense Miguel Matoso, o Palhaço Poca Sombra é a atração do sábado (23), às 17h com “O último dos Sombras”. Às 19h tem “Raiow Rainhas”, com As Rainhas do Radiador, da capital paulista diretamente para Londrina.

No último dia de Rolé 2026, no domingo (24) o picadeiro recebe o Palhaço Loro de Curitiba (PR), com “Gargalhar para Desestressar” e fechando a programação, “Arrepiano”, com a Cia. Chirulico, de Macaé (RJ). Todos os espetáculos contam com monitoria de acessibilidade.

A programação completa e a sinopse dos espetáculos estão disponíveis no perfil oficial do evento no Instagram: @boradarumrolecomagente

(com assessoria de imprensa)

SERVIÇO

“Rolé 2026: Encontro de Palhaçaria de Londrina”

De 16 a 24 de maio na Vila Triolé (Rua Etienne Lenoir, 155)

Gratuito

Verifique a classificação indicativa no site: :www.aspa.art.br/role/

Patrocínio: Promic, Programa Municipal de Incentivo à Cultura - Secretaria Municipal da Cultura.

Apoio: Unimed Londrina, Vila Triolé e LDN Grill

Realização: ASPA - Associação dos Profissionais de Arte de Londrina

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