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Londrina

Folha 2

m de leitura Atualizado em 24/01/2022, 17:53

Londrina nas alturas: uma visão poética da cidade

A vista a partir dos edifícios mostra a beleza do centro da cidade, em cartões-postais históricos e poéticos

PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de janeiro de 2022

Celia Musilli - Editora
AUTOR autor do artigo

Foto: Isaac Fontana/ Framephoto/ Folhapress
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Na década de1930, as pessoas que se aventuravam pelo centro de Londrina, nos dias de chuva, escorregavam no barro fértil que fazia parte da fama da região. O "tobogã" natural pegava de jeito os desprevenidos e há fotografias de época que mostram escorregões na terra molhada, documentando um dia a dia difícil na cidade em seus primeiros passos. 

Com o passar dos anos, os habitantes tirariam os olhos do chão para ver a construção dos primeiros edifícios que traziam a marca de um tempo novo. Na década de 1940, o centro de Londrina já tinha calçamento de paralelepípedos, depois veio o asfalto, mas o salto para as alturas viria com a construção de seu primeiro edifício considerado um "arranha-céu": o Santo Antônio, na avenida Paraná.  O prédio construído em 1950, com 11 andares, ainda hoje chama a atenção por suas linhas elegantes e os janelões envidraçados que mostram uma  tendência que mais tarde seria substituída no centro por janelas bem menores, encolhendo a vista de quem mora em apartamentos e não têm sacadas.

Se o Santo Antônio não chegava a ser bem um arranha-céu, decerto figura como um "afago ao céu", o primeiro feito por Londrina no seu processo de verticalização.

O conceito de arranha-céu pode ser aplicado a edifícios de 40 andares para cima que foram construídos no início do século XX, embora em 1880, os prédios com 10 ou 20 andares já fossem chamados assim. Os Estados Unidos foram pródigos na afirmação deste conceito como sinônimo de desenvolvimento econômico, um dos mais famosos de Nova York, o Empire State Building, com 102 andares, acabou de ser construído em 1931 e foi considerado "o mais alto do mundo" até a construção do fatídico World Trade Center em 1973.

No encalço dos EUA, o Brasil também teve sua explosão de arranha-céus. São Paulo, por exemplo, abriga edifícios com mais de 150 metros, o mais famoso, com 170 metros, é o Palácio W. Zarzur, conhecido como Mirante do Vale, que hoje é sede de instalações artísticas no seu andar mais alto.

Já Londrina, no encalço de São Paulo, sempre foi ousada, tanto que tem edifícios históricos construídos por Vilanova Artigas, nome de ponta da arquitetura moderna.

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Nesta edição da Folha 2, mostramos um pouco de "Londrina nas alturas"  a partir de alguns prédios construídos entre as décadas de 1950 e 1960. Traçando linhas pelo eixo central da cidade, escolhemos três edifícios que conservam vistas bonitas e  foram construídos no boom da verticalização. Claro que há muitos outros, que nos permitem olhares de todas as regiões. Mas  fizemos um pequeno recorte fotográfico com a vista do Edíficio Panorama (1968) para o Calçadão, mostrando a principal "veia da cidade"; outra do Edifício Santa Mônica (1966), na rua professor João Cândido, mostrando a Alameda Miguel Blasi, com seu lindo perfilamento de árvores e os fundos da Catedral Metropolitana de Londrina. E uma vista do Edifício Angélica, que faz parte do Condomìnio Folha de Londrina (1955) e fica de frente para o Bosque que acaba de ser revitalizado. O local conta com o maior símbolo vivo da história da cidade: uma peroba centenária que atinge  a altura do próprio prédio. 

São três olhares que mostram a beleza de Londrina vista de cima, um cenário que todos os habitates deveriam vislumbrar pelo menos uma vez como um cartão-postal histórico e poético.  Como mostra o filme mais badalado do momento, olhar para cima é sempre recomendável e também para baixo quando se trata da paisagem urbana.   

Vista noturna de uma sacada do Edifício Panorama tendo, à esquerda, o icônico edifício Santo Antônio, construído em 1950 com 11 andares, e considerado o "primeiro arranha-céu de Londrina" Vista noturna de uma sacada do Edifício Panorama tendo, à esquerda, o icônico edifício Santo Antônio, construído em 1950 com 11 andares, e considerado o "primeiro arranha-céu de Londrina"
Vista noturna de uma sacada do Edifício Panorama tendo, à esquerda, o icônico edifício Santo Antônio, construído em 1950 com 11 andares, e considerado o "primeiro arranha-céu de Londrina" |  Foto: Isaac Fontana/ Framephoto/ Folhapress
 

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