Londrina aguarda por uma super-safra de salas de cinemas. Até o início do próximo ano estarão funcionando na cidade 16 salas, dobrando a capacidade de salas exibidoras. O Royal Plaza Shopping pretende inaugurar em dezembro seis novas salas de cinema, sendo três localizadas na cobertura do shopping e três no piso superior do estacionamento. Mas a administração está estudando a possibilidade de fazer uma sala de tamanho maior, diminuindo para cinco salas. O investimento é de R$ 3 milhões. As duas salas existentes desde a inauguração do Royal pertencem à empresa Arco-Íris.
As novas salas de cinema serão equipadas com sistema Dolby digital de áudio, projeção de última geração, poltronas com disposição em formato stadium e telas ''top-mosk''; todas terão acesso pela praça de alimentação e oferecerão 1200 lugares, com média de 230 lugares por sala, que foram projetadas dentro do conceito Multiplex.
De acordo com o diretor da Cinesystem, Gilmar Leal dos Santos, há uma demanda reprimida em relação a cinemas na cidade, conforme apontou a pesquisa de campo realizada em Londrina. A Cinesystem irá implantar nos novos cinemas do Royal Plaza Shopping o projeto ''Outro Olhar'', com exibição de filmes culturais fora do circuito comercial, em horários alternativos. Nos projetos, a administração vai adotar o ''Cartão Fidelidade'' que pretende recompensar os cinéfilos. O projeto conta com a parceria da Cinesystem, exibidora de filmes, e da Estacenter, administradora do estacionamento do Shopping
O Cine Catuaí pretende até o início de 2003 abrir duas novas salas, com capacidade de 500 lugares cada. Segundo o superintendente do Catuaí, Silvio Carvalho Neto, será ampliada a área dos atuais cinemas. A construção de dois novos espaços atende à demanda da cidade e região (Cambé e Ibiporã). Há estudos que apontam a necessidade de uma sala de cinema para cada 50 mil habitantes. A administração das salas Catuaí 6 e 7 ficará sob responsabilidade da Empresa Cinematográfica Araújo Passos, que gerencia as cinco salas do local.
Somando-se a essas novas salas, a reinauguração do Cine-Teatro Ouro Verde está prevista para o dia 24 de dezembro, quando completa 50 anos. ''Mas depende do andamento das obras'', avisa Kennedy Piau, chefe da Casa de Cultura. A mais tradicional sala de exibição de filmes da cidade será dotada de tela retrátil, o que significa que será posicionada à frente do palco somente no momento de exibição do filme. Com o reequipamento do Ouro Verde, a divisão de cinema e vídeo da Casa de Cultura da UEL passa a contar com três projetores de filmes 35 mm. Um novo projetor será utilizado na sala reformada.
Os antigos projetores serão instalados numa sala de projeção no campus da UEL, uma reivindicação antiga da comunidade acadêmica. O espaço será localizado num centro de vivência, projeto postulado pela administração Lygia Pupatto. A tendência é que esse espaço seja construído ao lado do Restaurante Universitário. Kennedy Piau pretende transferir a sede do órgão que administra para o campus, oferecendo vários serviços, incluindo uma sala de cinema. Ainda não há data definida para a instalação do centro de vivência, que depende de viabilização de recursos. Há a expectativa para a liberação em breve do recurso do - BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para a Casa de Cultura.

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