Londrina ganha audioteca
Biblioteca
Municipal terá
espaço especial
para audição de
música e serviço
de empréstimos
de fitas
Érika Pelegrino
Um espaço voltado para a difusão da música onde as pessoas poderão entrar em contado com os mais variados estilos e gêneros musicais nacionais e estrangeiros. Em novembro, a exemplo de cidades como São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, Londrina ganhará uma Audioteca Municipal, que irá funcionar em uma sala da Biblioteca Municipal, no centro da cidade.
Inspirada na Audioteca da Universidade Estadual de Londrina, a promotora cultural da área de música da Secretaria Municipal de Cultura, Regina Reis, começou a acalentar a idéia de fazer uma Audioteca Municipal. ‘‘O espaço da UEL atende apenas a comunidade universitária. Pensei que seria muito interessante um serviço nos mesmos moldes, mas atendendo à comunidade em geral’’, afirma.
Em 1996, Regina Reis fez um projeto e o inscreveu na Lei Municipal de Incentivo à Cultura. O projeto foi aprovado e Regina começou um trabalho de formiguinha. Gravava seus próprios acervos e os de amigos pessoais. No final de 1996 o trabalho ganhou uma nova dimensão, quando a colunista social Ana Marta Garcia da Silva doou para o projeto o acervo de seu marido Luiz César da Silva, que havia falecido.
Foram 2.500 discos de vinil e alguns CDs, além de um aparelho de som. Nestes dois anos Regina Reis vem trabalhando para fazer as cópias deste acervo que inclui uma coleção de jazz e uma de música popular brasileira, além de música erudita. Já foram catalogadas e gravadas 180 fitas.
A idéia é oferecer um espaço onde as pessoas possam ouvir as músicas de sua preferência, além de pegar fitas emprestadas, a exemplo do sistema de empréstimo de livros na biblioteca. No princípio, a Audioteca começará oferecendo apenas o serviço de empréstimo. ‘‘Assim que conseguirmos equipar o espaço com mobiliário e equipamentos de som, as pessoas poderão ouvir os discos disponíveis no acervo, na própria Audioteca.’’
O empréstimo de fitas será feito com prazo determinado, ainda não estabelecido, durante um período de experiência. Para evitar que o acervo se perca, serão emprestadas apenas as cópias e não os discos. ‘‘Vamos avaliar o comportamento das pessoas para ver se há muita danificação de material e se as fitas são devolvidas. Só depois desta avaliação será possível dizer se o empréstimo continuará depois que a Audioteca tiver os equipamentos, ou se ficaremos apenas com a audição local’’, explica Regina Reis.
O acervo ainda está sendo montado. Segunda-feira foi feita mais uma doação de 100 discos que incluem música clássica e até uma coleção de samba. ‘‘Também entramos em contato com a Fundação Banco Itaú que está copiando o material do acervo da Funart’’, afirma Regina Reis. ‘‘Eles também irão mandar material para nós’’, complementa.
Regina Reis salienta que a Audioteca Municipal irá favorecer a democratização da música. As pessoas em geral, segundo ela, não têm condições financeiras de comprar todo tipo de disco. Na Audioteca elas poderão ouvir o estilo e o gênero de música que desejarem, o que normalmente não fariam se tivessem que comprar os discos.
A implementação do projeto visa ainda oferecer um espaço disponível para palestras, saraus e discussões sobre música. ‘‘Teremos oportunidade de chamar pessoas especializadas em determinados compositores, em determinadas épocas, enfim estaremos discutindo a música’’, afirma Regina Reis.

mockup