Era para ser apenas um trabalho de conclusão de curso de Desenho Industrial, habilitação em Programação Visual, da Unopar. Mas o projeto do londrinense Marcus Vinicius Moisés, 25 anos, chamado de ‘‘Catálogo Fotográfico do Museu Histórico de Londrina’’, se tornou muito mais que um simples trabalho universitário e pode vir a ser importante instrumento de divulgação da história da cidade.
Desenvolvido durante todo o ano de 1996, o Catálogo Fotográfico foi organizado para ‘‘contar’’ a história de Londrina através de fotos pertencentes ao acervo do museu. Marcus, que já fazia estágio na área de fotografia naquele órgão, acreditava que podia desenvolver seu projeto nesta área, com objetivo de divulgar a cidade e o próprio museu. ‘‘Aqui mesmo, em Londrina, existem pessoas que nem sabem que o museu fica naquele prédio, quanto mais o que pode ser encontrado lá dentro’’ - diz.
Foi um ano inteiro de pesquisa e levantamento histórico para que, com estes dados em mãos, pudesse fazer uma seleção entre as cerca de 30 mil fotografias e negativos do acervo. ‘‘Eu tive que pesquisar apenas os aspectos mais fundamentais da história de Londrina e sua evolução, porque é tanto material sobre tantas áreas que precisei limitar meu trabalho. Se fosse fazer algo mais completo poderia estar lá até hoje, só pesquisando’’ - explica.
Primeiro casamento Baseando sua pesquisa em livros, boletins do próprio museu e matérias publicadas em revistas e jornais, principalmente a Folha de Londrina , além de entrevistas como o ex-prefeito Milton de Menezes, Marcus selecionou 92 fotos. Todas mostrando momentos importantes do desenvolvimento da cidade e algumas curiosidades como a chegada do primeiro avião a Londrina, da primeira casa estritamente residencial construída e do primeiro casamento realizado por aqui.
‘‘O catálogo serve até como uma referência para pesquisas, já que funciona como uma espécie de sumário do que existe no acervo. Folheando o catálogo, estudantes, por exemplo, podem descobrir que o museu é um ótimo local para pesquisas, uma coisa que poucas sabem e fazem uso até agora’’ - afirma.
O catálogo desenvolvido por Marcus para apresentação em banca examinadora tem 81 páginas (inclusive com espaço - até agora - em branco para possíveis patrocinadores), formato 19,5 X 28cm, e com fotocópia colorida em papel couchê. ‘‘Escolhi o xerox colorido porque, apesar das fotos serem em preto-e-branco, a reprodução é quase tão boa quanto a foto’’ - conta. Na capa há uma foto do museu, de autoria própria e, na contracapa, a bandeira de Londrina sangrada.
Ele apresentou o único exemplar para a diretora do Museu Histórico, Conceição Duarte Geraldo, que ficou entusiasmada com o projeto. ‘‘Ela disse que vai apresentar a idéia para a Sociedade Amigos do Museu’’ - conta. Apesar disso, Marcus diz que ainda não apresentou projeto para a comissão de Lei de Incentivos à Cultura, para tentar obter patrocínio para a publicação. Recém-formado e lutando para se firmar na profissão, diz que não teve tempo para correr atrás do projeto. ‘‘Eu acredito que, com bem menos de R$ 10 mil dá para fazer uma tiragem de mil exemplares. Afinal, bastam duas cores, preto e vermelho, já que o branco não conta por ser uma cor de impressão’’ - explica.
Para Marcus seria ‘‘maravilhoso’’ se o catálogo fosse publicado. ‘‘Não só por ser um projeto meu, mas para toda Londrina. Imagine um trabalho deste sendo distribuído para todo Brasil, em universidades e museus?’ - sonha.

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