Londrina
Este barro que amassei,
esta terra que toquei com as mãos,
que sulquei, no meu jardim,
que embuti de sementes,
que salpiquei de flores,
e de frutas,
e de amor...
Este barro que pisei,
e que tornou pesado o meu andar
e difícil a minha caminhada
de criança (quanto tombo...)
de moça (...sandálias altas...)
de jovem senhora (um filho...)
Esta terra roxa...(ou vermelha?)
que aprendi a amar
cada dia de minha vida.
Esta terra que não tinha história
e que tem agora...
Do chão nasceu café,
flor, Igreja, Santuário,
cinema, escola, faculdade,
nasceu brio, nasceu coragem,
nasceu universidade!
Londrina que eu amei
que ajudei a crescer
a cada momento em que cresci.
Londrina do antes, da infância,
das charretes, do padre, do púlpito,
do quebra-queixo na esquina...
de ''Biriba'' na rua...
do pontilhão...
Das tardes dançantes...
dos cafezais em fila...
da ''Casa dos Presentes'',
do ''Campo Belo'', da ''Brasserie''
de pessoas cumprimentando pessoas...
Londrina, minha Londrina,
quanto sonho em cada palmo...
quanto brilho no teu sol,
quanta estrela no teu céu.
Londrina, minha Londrina,
terra de sonho e coragem,
torrão natal por escolha,
pedaço eleito de chão!
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