Dez dos seus
treze livros são
relançados pela
Record. Alguns
estavam esgotados
há anos

Spensy Pimentel
Agência Folha

Os últimos anos foram generosos com a escritora Nélida Pi¤on, 61. Em 95 foi o prêmio Juan Rulfo de literatura latino-americana, nunca antes vencido por um brasileiro, ou uma mulher. Em 96, eleita presidente da Academia Brasileira de Letras, essa carioca, descendente de galegos, fez história de novo: em nenhum país do mundo uma mulher ocupara semelhante cargo antes. Agora, para coroar a boa fase na carreira da escritora, a Record lança edições revistas de dez de seus 13 livros (alguns dos quais esgotados havia anos): de ‘‘Tempo da Frutas’’, de 1968, até ‘‘O Pão de Cada Dia’’, de 1994 - só três ficaram de fora.
Atualmente Nélida reside no Rio, mas não abandona sua vasta agenda internacional (entre outras coisas, ela dá aulas na Universidade de Miami). A escritora concedeu entrevista por telefone. Leia a seguir trechos da conversa.
A sra. publicou cedo seu primeiro livro (com 24 anos)...
Porque eu comecei a escrever muito cedo. E tive sorte de algum modo - embora pelo fato de ter tido coragem de escrever aquele livro (‘‘Guia Mapa de Gabriel Arcanjo’’) e ter sido logo publicada, trouxe uma proposta estética que não estava vigindo naquela hora, então nasceu esse livro com uma marca de singularidade.
Como é o seu tão comentado trabalho com a linguagem?

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