Londrina ainda era uma jovem cidade, de 23 anos, com as ruas repletas de barro, quando foi formado o Grupo Permanente de Teatro (GPT), em 1957 - seu primeiro grupo de teatro amador. Em oito anos de atuação, nada menos que 26 peças foram apresentadas pelo grupo. Formado em sua maioria pela ''nata'' da sociedade londrinense, o GPT se consagrou pelo repertório variado e por uma qualidade estética que o colocou no rol dos melhores grupos amadores do Brasil, chegando até a receber elogio de Patrícia Galvão, a Pagu, personalidade fulgurante do Modernismo brasileiro. Pagu era então excelente crítica teatral, que tomaria a experiência do GPT como exemplo de instigação para o meio teatral universitário da cidade de Santos do qual foi grande animadora. Como forma de resgatar esse importante período cultural da cidade, será lançado amanhã o livro ''Pioneiros do Teatro Londrinense GPT (1957-1964)'', com texto do dramaturgo e poeta Maurício Arruda Mendonça. A publicação sai pela editora Atrito Art, com patrocínio da Prefeitura do Município de Londrina, Secretaria Municipal de Cultura e da Sercomtel. Um dos idealizadores do GPT, Roberto Koln, receberá o Título de Cidadão Honorário, hoje, às 20 horas, na Câmara Municipal.
Com um trabalho árduo de dois anos de pesquisa, Arruda se debruçou sobre um extenso material do arquivo pessoal de Koln, além de entrevistas com ele e outros integrantes do grupo. ''Fiz questão que fosse um trabalho científico e assim busquei confrontar as afirmações de Koln com as publicações na Folha de Londrina e outros jornais'', explicou o dramaturgo.
Embora soubesse da importância do pioneirismo do GPT, Arruda ressaltou que se admirou com a qualidade do repertório, o empenho das pessoas e o senso de cooperação e generosidade da sociedade para que os espetáculos pudessem ser realizados. ''O GPT era um Filo em si'', resumiu Arruda, destacando que além de público regular, a cidade mantinha espaço de crítica especializada, principalmente na Folha de Londrina.

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