Curitiba – O tema faz parte da maioria das rodas de conversa das mulheres. É difícil, aliás, quem não tenha uma dica milagrosa de dieta para emagrecer. De tanto falar e ouvir sobre ganhar e perder peso, a fisioterapeuta curitibana Bianca Domakoski decidiu colocar o assunto no papel, mas de forma divertida. Escreveu o livro ‘‘Cabeça de gordo - Uma Sátira à Vida Moderna’’ (Editora Luxdere), lançado ontem num coquetel particular e com lançamento ao público previsto para o início de 2007.
  O livro reúne frases sobre o apetite das pessoas e as maneiras utilizadas para driblar os hábitos que certamente ajudam a ganhar peso. São frases curtas, como ‘‘Se você come e ninguém vê, a comida não tem calorias. Pois sem provas, não há crime’’ dipostas abaixo de uma imagem selecionada em banco de imagens gratuitas na internet.
  Para a autora, o mais difícil foi selecionar as imagens. Já os textos ela foi escrevendo a medida que ia conversando com as amigas. Ela mesmo, confessa que já teve alguns problemas com a balança. ‘‘Nada sério, mais coisas como o efeito sanfona, de emagrecer ou engordar’’, revela. Mas o livro não tem o objetivo de educar ou alertar para a hegemonia da magreza, mas sim divertir, conforme salienta a autora.
  No livro, ela comenta: ‘‘É preciso emagrecer a cabeça do gordo e engordar a cabeça do magro (realizar processos de visualização para se atingir esses objetivos) para que a pessoa, seja quem for, possa viver feliz, sentir-se gente e, além de tudo, aceitar seu corpo como ele 钒. ‘‘Cabeça de gordo’’ é o primeiro livro da fisioterapeuta. Ela não trabalha na área e diz que não pretende atuar futuramente. Atualmente é produtora de um programa de televisão. Escreveu o livro em menos de um ano e ainda não faz planos para o futuro como escritora. ‘‘Primeiro pretendo fazer o lançamento deste’’, diz.
  A edição traz alguns erros de português e esbarra na qualidade de impressão, o que prejudica as imagens, mas é uma maneira divertida de encarar a balança e pode ser um simpático presente de Natal para quem, nem mesmo nas comemorações de final de ano, fica longe da balança.

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