''Figurino: uma experiência na televisão'' (''Editora Paz e Terra'') é o resultado de dois anos e meio de pesquisa da figurinista Adriana Leite. O livro traz as informações de sua tese de mestrado no Departamento de Design da PUC-Rio e é ilustrado com imagens da fotógrafa de moda Lisette Guerra. A obra é uma homenagem aos profissionais que nunca aparecem na tela, mas são essenciais para criar personagens inesquecíveis como a Viúva Porcina, papel de Regina Duarte em ''Roque Santeiro''.
O foco do trabalho é a telenovela que, segundo Adriana Leite, é a produção mais completa para o estudo de figurino. ''Diversos profissionais atuam nos bastidores para a composição de um personagem'', diz. Apesar de ser um trabalho acadêmico, Adriana Leite ressalta que o livro agrada ao público em geral. ''Ele desvenda os bastidores de uma produção para televisão'', comenta.
Para contar histórias da criação de um figurino, Adriana Leite e Lisette Guerra foram ao Projac - complexo de estúdios da ''Globo'' - para acompanhar duas novelas: ''A Padroeira'' e ''As Filhas da Mãe''.
O figurino é responsável por uma moda que, às vezes, nem está na moda. Exemplo disso é a Babalu, vivida por Letícia Spiller na novela ''Quatro Por Quatro''. ''Todo mundo passou a usar os babados exagerados de Babalu numa época em que a tendência era o minimalismo.'' Outra lembrança da figurinista foram os recentes acessórios nada discretos de ''O Clone'', como as pulseiras usadas por Giovanna Antonelli, a Jade.
O livro tem depoimentos de figurinistas respeitados no meio televisivo como Marília Carneiro (de ''O Clone'', ''Dancing Days''), Helena Brício (''As Filhas da Mãe'') e Lessa de Lacerda (''Beijo do Vampiro'', ''Vamp'', ''Quatro Por Quatro'').

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