Mostrar o Brasil que quase ninguém conhece. Este é o objetivo do jornalista Pablo Villarrubia Mauso, que percorreu 20 mil quilômetros, em quatro meses, para estudar os mistérios de lugares enigmáticos em várias regiões do País. Do roteiro constam mais de 20 cidades. O resultado da inusitada aventura está no livro ‘‘Mistérios do Brasil’’ e, segundo o autor, ‘‘a idéia é mostrar aspectos desconhecidos, como antigas civilizações e escavações geológicas que lembram cidades de pedra’’. Ele também fala de lugares onde supostamente teriam aparecido OVNIs, das lendas e tradições do folclore brasileiro, dos fenômenos paranormais e da ecologia.
Mauso nasceu no Brasil, onde se formou jornalista. Em 1991, foi para a Madri, Espanha. Lá colabora, como free-lancer, com as principais revistas de mistérios, como ‘‘A¤o Cero’’, ‘‘Mas Allᒒ, ‘‘Enigmas’’ e ‘‘Mistérios de La Arqueologia’’. ‘‘Viajei pelo norte da África, América Latina, e Península Ibérica pesquisando assuntos relacionados a fatos enigmáticos’’, afirma.
Conforme Mauso, a idéia de escrever o livro veio da escassez de informação reunida sobre os mistérios brasileiros. Especialmente de arqueologia, uma vez que o país é tão rico em sítios arqueológicos. ‘‘Para se ter uma idéia, na Amazônia estão as pinturas pré-históricas mais antigas da Américas, com 12 mil anos de idade, ou seja, mais antigas que as pirâmides do Egito’’, destaca. ‘‘A idéia foi, também, fazer ao mesmo tempo um itinerário que permitisse ao leitor fazê-lo com a ajuda do próprio livro e de sugestões de roteiros turísticos’’, comenta o jornalista. O último capítulo do livro traz um roteiro turístico muito bem elaborado, com a relação de lugares interessantes que o autor visitou, com dicas de hábitos locais, hospedagem, gastronomia e telefones úteis.
Feixes de luz Durante quatro meses, Mauso percorreu o Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte, visitando lugares como Sete Cidades, no Piauí; a Cidade dos Deuses, em Alenquer, no Pará; as inscrições pré-históricas dos sertões da Paraíba ou das margens do alto do Rio Negro, no Amazonas. Caboclos, matutos e índios contribuíram com suas histórias e casos.
Mauso lembra que um dos fatos mais curiosos que teve conhecimento foi o da queda de um objeto vindo do céu, que caiu na região de Parnarama, no Maranhão. ‘‘Neste mesmo lugar, no princípio dos anos 80, foram observadas as aparições de OVNIs, que popularmente eram conhecidos como ‘‘aparelhos’’ ou ‘‘chupa-chupas’’. Esses objetos disparavam feixes de luz sobre suas vítimas, provocando queimaduras e, em alguns casos, até mesmo a morte, conforme pôde ser verificado pelo físico francês Jacques Vallée que esteve na regiao’’, salienta.
‘‘A conclusão final é que encontrei, ao longo destes 20 mil quilômetros, uma coincidência entre os sítios arqueológicos visitados e as aparições de fenômenos luminosos, que o povo popularmente denomina tochas voadoras ou simplesmente bolas de fogo, e que alguns pesquisadores associam com os OVNIs’’, divulga. ‘‘Além disso, na cidadezinha de Pedro II, no Piauí, também surgem fenômenos paranormais, como poltergeists e combustões espontâneas de objetos’’.
Agora, Mauso está reunindo material para o para escrever o segundo livro, já retornou ao Piauí e a Paraíba. No momento, explora os Estados de Goiás e Bahia. A segunda publicação, vai seguir a mesma linha adotada anteriormente, a de mistérios. O lançamento está previsto para 1998.
‘‘Mistérios do Brasil’’, Editora Mercuryo, 319 páginas. Tel: (011) 531-8222. Fax: (011) 530-3265

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