Livro homenageia os 350 anos de Paranaguá
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de novembro de 1998
Elisa Marilia Carneiro 
DivulgaçãoUma das igrejas da cidade que marca a arquitetura portuguesa.Os 350 anos de Paranaguá, comemorados neste ano, acabam de receber mais uma homenagem. Uma edição comemorativa Paranaguá - 350 Anos (1648 - 1998) apresenta um livro que valoriza as fotografias dos locais histórios, com textos de personalidade paranaenses e parnanguaras.
A história do município é valorizada com depoimentos de moradores, historiadores, políticos e enriquecida com imagens fotográficas que mostram a pujança da vida parnanguara comercial, portuária e turística através dos anos.
DivulgaçãoA bela imagem da Estação Ferroviária.Foi aqui, no grande mar redondo, o Pernagoá dos Guarani, da grande família Tupy-Guarani, primeiros e legítimos donos da terra, que Paranaguá começou. Esta porção de terra e mar, berço de minas de ouro e prata, despertou a cobiça expansionista do hoje vizinho estado de São Paulo, conta o texto intitulado: Uma pequena história de Pernagoá, berço da civilização e cultura paranaesse.
Segue o texto: A ordem era povoar, a partir de Pernogoá. todo litoral paranaense. Foi na primeira metade do século XVII. Em janeiro de 1646, marco da ordem e da lei, o pelourinho foi erguido pelo capitão-povoador Gabriel de Lara, que elevou à categoria de Vila o povoamento. Em 29 de julho de 1648, uma provisão régia, constituía, definitivamente, a Vila de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá, que instalou, seis meses depois, as Justiças.
DivulgaçãoPanorama do Porto de Paranaguá, que torna a cidade uma das mais ricas do estado.Conta Romário Martins que, no Paraná, a curva excessivamente reentrante da costa, fez com que a navegação dos primeiros séculos após o descobrimento não procurasse os portos das nossas baías, senão excepcionalmente, como por exemplo, a arribada da nau de Hans Staden, do Superagui, em 1548.
Enquanto isso, Paranaguá, com os recursos das suas minas de ouro, properou tanto quanto São Paulo, até a segunda metade do século XVIII (1767), e foi mais importante que Curitiba, já capital da Província, pelo menos até que a estrada de ferro (1886) rompesse a serrania da Graciosa.
O historiador escritor, José Francisco da Rocha Pombo (1857 - 1933), escreveu sobre a exuberância de Paranaguá. (...) A nossa baia de Paranaguá é uma das mais vastas e belas do mundo. Quando se transpõem a barra, sente-se que está chegando a um país excepcional: como um pórtico imenso, um longo peristilo de gigantesca maravilha arquitetural, a baía se dilata a vossos olhos, até se confundir, nos confins do horizonte, com a fita marítima da costa, verdejante e sugestiva como um país encantado.
É do atual deputado federal Rafael Greca, a Canção de Paranaguá, onde enaltece as belezas naturais, os filhos da terra, a arquitetura e o movimento do Porto. Dom Alfredo Novak, colabora com o artigo Paranaguá, um filho teu não foge à luta, onde alerta para que não vamos permitir que nossas crianças se prostituam, que nossos trabalhadores esmolem o pão de cada dia, que nossos doentes morram por falta de atendimento, que nossos idosos pereçam no abandono desumano de uma sociedade ingrata e injusta
O jornalista Luiz Geraldo Mazza, também parnanguara, reconhece que a modernidade urge chegar principalmente ao Porto de Paranaguá. Para a dureza dos tempos de globalização - vão exigir adequação rápida, sempre possível, à competição, o que gerará desajstes sociais - Paranaguá deve preparar-se.


