Mesmo com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, livro sobre a vida e obra de Lóio Pérsio obrigou empreendedores a tirar dinheiro do bolso
ReproduçãoObra de Loio Pérsio reproduzida no livro lançado no ano passadoUm projeto que iniciou com a Lei de Incentivo, em 1995, foi o livro sobre a vida e obra do artista plástico Loio-Pérsio. Mas os empreendedores não conseguiram captar recursos além dos 70% previstos de renúncia fiscal. ‘‘Tivemos um prejuízo grande. Por que deixamos os 30%, que devem ser patrocinados ou doados pelas empresas, mas que não conseguimos captar, para pagamento dos colaboradores e dos empreendedores envolvidos, e ainda tivemos de colocar dinheiro do bolso’’, conta Ennio Marques Ferreira, um dos empreendedores e responsável pela Casa Andrade Muricy.
Os exemplares foram distribuídos entre o próprio artista, os incentivadores, a Fundação Cultural, a Biblioteca Pública do Paraná, críticos de arte e instituições culturais. A Fundação e os patrocinadores fizeram presentes para jornalistas de um exemplar, cada. O restante está a venda nas livrarias Dario Veloso e Ghignone.
‘‘Tínhamos um outro projeto, mas que teve de ser cancelado. Era o livro sobre a vida e obra do artista plástico polonês Bruno Lechowski, que foi professor de Pancetti e Takaoka e orientador do Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro. Não conseguimos os incentivos. É uma pena por que Lechowski é um dos maiores aquarelistas surgidos no Brasil’’, comenta Marques Ferreira.
Lechowski veio para o Brasil em 1925 e em 1926 esteve em Curitiba, depois foi a São Paulo e Rio de Janeiro. Era um idealista e queria construir Colônia Internacional para artistas plásticos, em Campo Grande (RJ).(E.M.C.)

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