Os 20 anos do Diretório Central de Estudantes (DCE) e a ocupação da reitoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM) em 1984 por um grupo de acadêmicos são o ponto central do livro ‘‘Uma Universidade de Ponta-Cabeça’’, do professor de História Reginaldo Benedito Dias. Com 240 páginas, a obra saiu pela Gráfica Clichetec.
Dias conta que já havia realizado uma pesquisa sobre o movimento estudantil no interior da UEM entre 1961 a 1969, um dos períodos mais críticos da ditadura militar. Para escrever o livro – que foi lançado sábado –, o professor acrescentou a fase de 1969 a 1987, ano em que inicia a gratuidade no ensino da universidade. ‘‘O livro pode ser observado pela ótica do movimento estudantil da UEM ou também a UEM na visão do movimento estudantil’’, destaca o professor.
Segundo Dias, quando o DCE nasceu, em 1980, era uma entidade ambígua porque havia sido criado como órgão da universidade, mas tinha entre os integrantes a vontade de luta demandada pelo próprio movimento estudantil. Por isso, lembra o professor, a primeira grande batalha dos estudantes foi pela autonomia do DCE, que a partir da conquista da ‘‘independência’’ poderia exercer com maior fidelidade o papel de representante dos acadêmicos. ‘‘Em 1983 começamos a observar movimentos mais fortes que depois levaram à ocupação da reitoria da UEM em 1984’’, conta Dias.
O professor é um dos únicos pesquisadores sobre a história dos movimentos de esquerda e do exercício da política em Maringá e região. O livro ‘‘Uma universidade de ponta cabeça’’ é a quinta obra de Dias, e pode ser encontrado nas livrarias maringaenses.

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