O livro ''Amor É Prosa, Sexo É Poesia'', do cronista do Estado Arnaldo Jabor, é um sucesso de vendas: em apenas 10 dias, os primeiros 15 mil exemplares sumiram das prateleiras do Rio e São Paulo.
Lançado recentemente pela Editora Objetiva, o livro reúne as 36 melhores crônicas sobre amor e sexo ou, como o autor prefere definir, ''crônicas afetivas'', publicadas nos últimos quatro anos. Segundo ele, tratam-se de textos mais emocionais. Em alguns casos, Jabor retoma momentos da própria história, para falar das várias formas de amor.
Como acontece na crônica Meu Avô Foi um Belo Retrato do Malandro Carioca, dedicada à memória daquele que ele considera a figura masculina carinhosa em sua vida. ''Este texto é sobre ninguém. Meu avô não foi ninguém. No entanto, que grande homem ele foi para mim. Meu pai era severo e triste, mal o via, chegava de aviões de guerra e nem me olhava (...)'', descreveu.
Traz ainda recordações nítidas do primeiro amor, no artigo ''Um Rosto Inesquecível''. Nele, Jabor reconstrói uma cena que viveu mais de 50 anos atrás, quando não passava dos 6 anos de idade. Tivera uma visão marcante, bem no pátio do colégio, no primeiro dia de aula. ''Uma bola de borracha voou em minha direção e bateu no meu peito. Olhei e vi uma menina morena, de tranças, com olhos negros, bem perto, me pedindo a bola e, nesse segundo, me apaixonei'', escreveu ele.
Mas um dos chamarizes do livro ''Amor É Prosa, Sexo É Poesia'' é a crônica homônima, que inspirou Rita Lee e Roberto de Carvalho a comporem a música ''Amor e Sexo''. A canção abre CD da cantora, ''Balacobaco'', e entrou na trilha da novela das 9, ''Celebridade''. A composição é assinada por Rita, Roberto e, obviamente, Arnaldo Jabor. Instigado por esse sucesso, o trio já confabula parcerias futuras, abastecidas pelas crônicas de Jabor. Talvez já para o próximo CD de inéditas de Rita Lee.

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