Entre Bahia, Sergipe e Pernambuco fica uma terra abençoada. Lá, o vento incessante revira a cabeleira dos coqueiros e move para um lado e para outro as jangadas no mar verde esmeralda que paralisa os olhos. O sobe e desce da maré esconde e mostra os manguezais e outras paisagens fantásticas. O sol parece se sentir em casa. E as pessoas traduzem em simpatia a magia do lugar batizado de Maceió, a capital de Alagoas que soma atualmente quase 900 mil habitantes.
Tudo bem que a distância é grande - mais de 2,8 mil quilômetros a partir de Curitiba - mas a natureza e a riqueza cultural da capital alagoana compensam a empreitada. De avião então, tudo fica mais fácil. De carro, o acesso é pelas BRs 101 e 104.
Maceió e os municípios vizinhos têm a orla privilegiada como maior atrativo. A capital teve sua origem em um antigo engenho de açúcar, por volta do Século 18, tem um centro histórico riquíssimo e ainda conserva praias urbanas cheias de charme. A temperatura média gira em torno de 28 graus.
Destaque das praias centrais, Pajuçara é uma das primeiras paradas dos visitantes, que podem pegar uma das muitas jangadas, entrar dois quilômetros mar adentro e aportar nas piscinas naturais formadas pelos arrecifes de corais que margeiam todo o litoral alagoano. É ali também que estão os principais pontos de venda de artesanato da orla. Ponta Verde é um dos endereços mais badalados da cidade, cheia de barracas com música ao vivo, bares, restaurantes, lanchonetes, hotéis e boates.
A 4,5 quilômetros ao norte do centro está Jatiúca, trecho com mar agitado que abriga competições de surfe e bodyboarding. Conta com quiosques com duchas, pistas de cooper e ciclovia, equipamentos de ginástica, shopping center, hotéis e pousadas. Grudadinha está a Praia de Cruz das Almas, um trecho carregado de misticismo porque o local já teria abrigado um cemitério indígena. Por causa das fortes ondas sempre está cheia de surfistas.
Ao sul, após o Porto de Jaraguá, está a Praia da Avenida que, embora linda, não é indicada para o banho de mar. Na sequência, após o trapiche, fica a Praia do Sobral que, se no passado possuía dunas móveis e coqueirais nativos, hoje é mais conhecida por servir de cenário para o encontro da Lagoa Mundaú com o mar, um espetáculo imperdível. Alguns metros terra adentro, o visitante chega à vila de Pontal de Barra, onde majestosas peças em renda (filé, bilro, labirinto e renascença) ficam em exposição nas entradas de antigas casinhas geminadas. E a nobreza do povo humilde do lugar chega a comover.
É também no Pontal da Barra que sobrevivem as multicoloridas brincadeiras de folguedo (resultado da fusão do reisado, do Auto do Caboclinhos, da Chegança e do Pastoril). Mas o povo de Maceió também preserva o fandango, o Boi do Carnaval entre outras manifestações populares.
A culinária local também é outra coisa que merece destaque. Além do caldinho de sururu - prato típico com fama de afrodisíaco feito com um molusco encontrado nas lagoas de Manguaba e Mundaú -, da tapioca de R$ 2 à beira-mar ou do milho assado no centro histórico, Maceió reserva outras surpresas: há a sofisticação da cozinha peruana do Wanchako (o melhor da cidade) e do La Pasta (restaurante do Hotel Brisa Tower com cardápio italiano assinado pelo badalado chef Sérgio Arno) e uma infinidade de outros restaurantes, cafés e bares especializados em peixes, frutos do mar e carne de sol.
O jornalista viajou a convite da TAM

SERVIÇO
- A TAM tem vôos diários de Londrina para Maceió
- Saída de Londrina às 18h35, com conexão em Guarulhos, e chegada à 01h40 no Aeroporto Zumbi dos Palmares;
- Saída de Maceió às 03h40 com chegada às 11h40 ou saída às 15h35 com chegada às 23h55, ambos com conexão em Guarulhos;
- A partir de R$ 1.839 (ida e volta) + taxas.

mockup