LITERATURA
PORTUGUESA
COM CERTEZA
Participação de editoras portuguesas na Bienal do Livro de São Paulo facilita intercâmbio literário
Telma Elorza
Enviada especial

Arquivo FolhaApesar da língua em comum, a troca literária entre Brasil e Portugal deixa muito a desejar. Livros portugueses - a não ser os clássicos - são difíceis de ser encontrados em livrarias brasileiras e vice-versa. Quando o são, os preços podem assustar. Se os livros brasileiros já são considerados caros, as edições portuguesas vendidas por aqui fazem os nacionais parecerem uma pechincha.
A dificuldade no intercâmbio cultural entre os dois países não é fácil de explicar. Talvez seja até possível, se for levada em conta a boa vontade diplomática entre os dois governos. O cerne da questão parece ser mais uma disputa entre editores portugueses e brasileiros ou, até mesmo, na ‘‘recente’’ percepção de autores de ambos países da vantagem de ceder direitos a dois mercados diferentes.
Levando-se isto em conta, as Bienais do Livro sempre foram um ótimo meio de acesso à rica literatura portuguesa. E a 15ª Bienal Internacional do Livro, que está sendo realizada até o dia 10 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, não é exceção. Portugal está bem representada neste evento, com um dos maiores estandes desta edição.
Ao todo, estão representadas aqui 14 editoras portuguesas - além de uma distribuidora que reúne 160 editores - que trouxeram nada menos que 12 mil títulos de literatura. Além disto, estão presentes cinco entre os mais representativos da atualidade: Agustina Bessa-Luís, E.M de Melo e Castro, Manuel Villa Verde Cabral, Maria Augusta de Lima Cruz e Jorge Couto. Uma oportunidade única para quem gosta de boa literatura. A Folha conversou com Agustina e Couto, dois nomes que os brasileiros têm que conhecer.

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