O trio que hoje comanda a editora Sextante, Geraldo e seus filhos Marcos e Tomás Pereira, prepara-se para reviver um momento singular de sua carreira editorial - lançar novamente um selo infantil. Com um investimento inicial de R$ 1 milhão, a editora pretende colocar nas livrarias dez títulos que vão dar início a três coleções.
São elas: ''Blocos de Animais'' (pequenos blocos de madeira em formato de cachorro, coelho, gato e pato), ''Livros Fantoche'' e dois livros quebra-cabeças, ''O Mundo dos Dinossauros'' e'' A Arca de Noé e Outras Grandes Histórias da Bíblia'', cada um com cinco quebra-cabeças de 48 peças.
''Há algo de muito encantador no livro infantil, um sopro de ar fresco'', comenta Tomás que, junto do pai e do irmão, se desfez, há nove anos, da editora Salamandra, famosa por lançar títulos que se tornaram clássicos, para então montar a Sextante. O acervo da Salamandra passou para a editora Moderna, mas o desejo de descobrir textos que encantam o olhar infantil continuou na família Pereira.
Por que, então, quase dez anos para voltar ao segmento? ''Estávamos preocupados com nossa entrada no mundo dos livros para adultos'', explica Tomás, cuja editora detém em seu catálogo um dos grandes fenômenos editoriais recentes, ''O Código de Da Vinci''. A experiência serviu, no entanto, para ditar o caminho que também será seguido pelos livros infantis. ''Queremos montar coleções com obras originais, belas e com preços atrativos, para facilitar o acesso.''
Para isso, a tiragem inicial de cada livro é de 10 mil exemplares. Facilitou a queda da cotação do dólar e também uma mudança na mentalidade do mercado - novos pontos de venda, como supermercados e lojas de brinquedo, ampliam a oferta. E contribui, finalmente, o aspecto lúdico dos livros. Em um dos lançamentos do próximo ano, por exemplo, o ''Galope!'', a criança vê imagens em movimento ao virar cada página.

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