Literatura em movimento
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terça-feira, 05 de novembro de 2013
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Uma programação abastecida marca hoje o "Londrix Festival Literário de Londrina", iniciado ontem e que prossegue até o dia 11 com vários eventos, a maioria concentrados na Vila Cultural Cemitério de Automóveis (R. João Pessoa, 103-A).
O projeto "Um dedo de prosa nas Escolas" abre as atividades às 10h com um bate-papo do poeta, cronista e jornalista Nelson Capucho com alunos do Colégio Aplicação. Em seguida, ao meio-dia, acontece o happening "Assalto Literário" no CCH, no campus da UEL, com leitura de poesias e distribuição de livros.
Também na UEL, o poeta, crítico e tradutor uruguaio Alfredo Fressia faz a palestra "O corpo na poesia latino-americana", às 18h30, na Sala 101 do CCH. Nascido em Montevidéu em 1948, ele vive em São Paulo desde 1976 dedicando-se à difusão da poesia brasileira pelos países hispânicos. Já traduziu para o castelhano poemas de, entre outros, Carlos Drummond de Andrade, Cecilia Meirelles, Ferreira Gullar, Ana Cristina César e Donizete Galvão. Tem vários livros publicados no Brasil, Uruguai e México entre eles "Eclipse", "Canto Desalojado", "Destino: Rua Aurora", "Poeta em el Edén", "Homo Poemas" e "40 años de Poesia".
A Vila Cultural Cemitério de Automóveis abre as portas às 16h com feira de livros, mostra de vídeo-poema, café das letras, uma exposição de poesias de autores paranaenses ilustradas pelo artista plástico Boni e outra exposição em homenagem ao poeta e jornalista Alexandre Horner, morto em junho passado.
Às 17h, dois livros serão lançados no local: "O Corpo do Ator", de Aguinaldo Moreira de Souza, e "Performance, Objeto e Imagem", de José Fernando A. Stratico. Souza é professor da Escola Municipal de Teatro, enquanto que Stratico é docente no curso de Artes Cênicas da UEL.
Na sequência, às 19h, o escritor carioca João Paulo Cuenca faz a palestra "Literatura em trânsito: o escritor viajante", com mediação de Fabio Luporini, seguido de Mario Cezar Silva Leite que aborda o tema "O salário dos poetas na América Latina".
Cuenca é um dos autores mais aguardados no Festival. É autor dos romances "Corpo presente" (2003), "O dia Mastroianni" (2007) e "O único final feliz para uma história de amor é um acidente". No ano passado lançou "A Última Madrugada", coletânea de crônicas publicadas originalmente nos jornais Tribuna da Imprensa, Jornal do Brasil e O Globo. Atualmente escreve um novo romance e prepara um documentário sobre ele.
Saudado pelos críticos como um dos principais talentos da nova geração, Cuenca foi selecionado pelo Festival de Hay, em 2007, como um dos 39 jovens autores mais destacados da América Latina, e em 2012 foi escolhido pela revista britânica Granta como um dos 20 melhores romancistas brasileiros com menos de 40 anos. Nos últimos anos também escreveu roteiros para a TV e peças de teatro.
Leia em conteúdo exclusivo para assinantes a entrevista que ele concedeu à Folha2.
Confira a programação.


