Literatura e modernidade
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Nelson Sato<br>Reportagem Local 
Um dos nomes mais aguardados da ''Semana Literária do Sesc'', a escritora Marina Colasanti chega hoje a Londrina para participar da mesa redonda ''A leitura na Modernidade'' ao lado do paranaense Miguel Sanches Neto, protagonista de uma das mais ruidosas polêmicas das letras nacionais dos últimos anos.
O encontro começa às 19h30 no Salão de Eventos do Sesc, com mediação da jornalista Gisele Krodel Rech, fechando uma programação intensa que começa de manhã e prossegue à tarde com uma série de atividades dirigidas especialmente para os públicos infantil e adolescente, incluindo oficinas, leituras dramatizadas e exibição de curtas-metragens.
Marina Colasanti comemora aniversário de 73 anos este mês. Nascida em Asmarra, na Etiópia, viveu parte da infância na Itália emigrando com sua família para o Brasil em 1948. Casada com o poeta Afonso Romano de Sant'Anna, ela possui uma extensa lista de títulos publicados em gêneros variados como conto, crônica, poesia, ensaio e literatura infantil.
Pintora e gravadora de formação, é também ilustradora de vários de seus livros. Já trabalhou como tradutora, jornalista, publicitária e apresentadora de televisão. Ao longo da carreira, conquistou prêmios de prestígio, como o Prêmio Norma Fundalectura, um dos mais importantes da América Latina, pelo livro ''Longe Como o meu Querer'' (1997).
Com o texto ''A Morte e o Rei'', ganhou o Concurso de Contos Para Jovens e Crianças promovido pela Unicef e pela Fundação Cultural da Costa Rica. De mesma linhagem, o volume de contos ''Uma idéia Toda Azul'' (1978) faturou o prêmio O Melhor para o Jovem, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Com ''Rota de Colisão'' (1994) e ''Ana Z, Aonde Vai Você?'' (1994) recebeu o Prêmio Jabuti, respectivamente nas categorias Melhor Livro de Poesia e Melhor Infantil ou Juvenil. Nesta temporada, ela volta a cobiçar o Jabuti emplacando dois títulos entre os finalistas: o juvenil ''Com Certeza Tenho Amor'' e o livro de poesia ''Passageiro em Trânsito'', que já abocanhou o Prêmio de Poesia da Biblioteca Nacional.
Seu companheiro de mesa, hoje no Sesc, Miguel Sanches Neto não empilhou tantos prêmios em sua estante, mesmo porque é um jovem autor. Mas, em 2003, conquistou o Prêmio Nacional Cruz e Sousa com a coletânea de contos ''Hóspede Secreto''. Nascido em Bela Vista do Paraíso (PR), consagrou-se como crítico literário em Curitiba e começou a se projetar nacionalmente como ficcionista a partir da publicação do romance ''Chove sobre Minha Infância'' em 2000.
Também lançou ''Venho de um País Obscuro'' (2000), ''Herdando uma Biblioteca'' (2004), ''Um Amor Anarquista'' (2005) e ''A Primeira Mulher'' (2008). Nesta temporada, ele provocou uma erupção no meio literário ao publicar ''Chá das Cinco com o Vampiro'', livro em que se vale da ficção para falar da amizade com o recluso Dalton Trevisan. A obra, chancelada pela editora Objetiva, gerou um inflamado bate-boca entre os dois.
A seguir, leia trechos da entrevista com Marina Colasanti.


