LITERATURA - Vampiros brasileiros
Lestat, o mais erótico dos vampiros, diz que a sua boca pode parecer cruel ou extremamente generosa. Mas é sempre sensual. Talvez por isso, as vítimas dessa estirpe, convertidas em leitores do gênero que arrebatou à condição de rainha das trevas Anne Rice, a criadora do famoso personagem não resistam ao mundo da
literatura fantástica que, no Brasil, vem revelando novos autores.
Os vampiros seduziam porque representavam a destruição, um personagem clássico e que se aproximava do mostro. A partir da década de 70, com o lançamento do livro Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice, que inventou um personagem mais humanizado, ele se transformou num herói romântico. Surge um vampiro que seduz de outra forma, fazendo com que as pessoas queiram ser iguais a ele. É esse personagem que hoje faz sucesso. Não representa mais a ameaça. O vampiro de agora é apto ao consumo, afirma a escritora Giulia Moon, um dos expoentes da literatura vampírica brasileira, que ao lado de outros nomes como André Vianco, Martha Argel, Gianpaolo Celli e Richard Diegues, estão dando o sangue para novas histórias vampíricas em cenários brasileiros.
Atualmente o público adolescente tem se constituído em um dos maiores consumidores de literatura vampírica
Gênero literário em que todo texto fantástico tem elementos inverossímeis (não verdadeiros), imaginários e distantes da realidade dos homens
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





