LITERATURA - Uma poeta londrinense em Portugal
Quando tinha 13 anos e trabalhava em uma fábrica de chapéus de palha em Cornélio Procópio, a londrinense Cristina de Mello não imaginava que um dia viraria poeta e professora do curso de letras na Universidade de Coimbra, em Portugal, uma das mais renomadas do mundo. Durante a entrevista que concedeu à Folha de Londrina na semana passada, contou que levantava às cinco da manhã para ler os livros de história e que sempre teve na sua cabeça que o estudo era um caminho necessário para atingir os seus objetivos de ter uma vida melhor. Em Londrina, para visitar a família e realizar alguns compromissos profissionais, lançou ontem na cidade o seu segundo livro de poesia Inteiro Silêncio, cjo conteúdo ela define como cheio de dramas e louvor à vida. Como poeta, ela busca falar muito em poucas palavras e só quem admira e trabalha com as palavras sabe o quanto isso é difícil. Ela também contou que às vezes as poesias vêm prontas, não precisam ser mexidas em nada para não perderem o seu valor, mas que há determinadas poesias que passam por muitas modificações. Ela já mora em Portugal há quase 30 anos, mas algumas poesias trazem as reminiscências do Norte do Paraná, como uma poesia em que cita os campos de trigo, típicos da região.
Entre as definições que são atribuídas a esse gênero da escrita estão um texto em que o significante não existe meramente à serviço do significado; onde significante e significado funcionam juntos; e onde é este conjunto (e não apenas o significado) que provoca sentimentos, impressões, emoções ou reflexões. Na poesia, cada palavra tem seu papel não apenas por seu significado, mas por seu ritmo, pela sua sonoridade, pela forma como se relaciona com as outras palavras, e, modernamente, até mesmo pelo seu aspecto visual...
Palavra que faz referência à lembranças do passado. Segundo a pesquisadora brasileira do assunto, Ecléa Bossi, a lembrança é sobrevivência do passado. Ainda segundo o seu pensamento, na maior parte das vezes, lembrar não é reviver, mas refazer, reconstruir, repensar com imagens e idéias de hoje as experiências do passado.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





