LITERATURA - Romântico à moda antiga
Funcionários do Shopping Palladium, em Curitiba, estranharam quando viram um homem de cabelos claros, estatura média, calça jeans escura e camisa preta, cercado de seguranças, entrar no prédio pelas docas (espaço reservado apenas a lojistas e trabalhadores). Foi a estratégia usada para driblar as fãs do escritor norte-americano Nicholas Sparks e permitir que ele chegasse sem problemas à loja Livrarias Curitiba para um encontro com os seus leitores, no dia 29 de agosto. O público era formado principalmente por adolescentes do sexo feminino, e muitas chegaram antes das 10 horas para o evento - que começaria às 19 horas.
Aos 47 anos, o autor de 17 best-sellers, 11 deles transformados em filmes de grande sucesso, como "Diário de Uma Paixão", "Um Amor Para Recordar" e "Um Homem de Sorte", encarou com naturalidade a gritaria das fãs e o frisson que a sua chegada provocou na livraria. Sem cerimônia, subiu em uma mesa para ser visto pelo público e lá de cima respondeu às perguntas dos fãs.
Na véspera, o autor já havia conhecido a "empolgação" das admiradoras paulistanas - 1.200 pessoas foram ao Shopping Center Norte para buscar um autógrafo ou tirar fotos com o ídolo. No dia 31, na XVI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, houve confusão. Uma porta foi quebrada e uma das funcionárias da produtora da Bienal foi atacada a dentadas por uma fã desesperada por um autógrafo ou um minutinho da atenção de Sparks. Ele veio ao Brasil para o lançamento do seu último livro, "Uma Longa Jornada" (Editora Arqueiro), que teve seus direitos vendidos por U$ 5 milhões para a Fox antes mesmo do seu lançamento - o estúdio começa as filmagens no ano que vem.
● O autor, que demora em média seis meses para concluir um livro, já vendeu
90 milhões de exemplares e teve sua obra traduzida em 50 idiomas
● Os seus romances contam histórias de amor repletas de dramas, dificuldades, doenças graves, finais felizes (ou não), com personagens normalmente inspirados em parentes
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





