LITERATURA - Revolução de papel
Buscando inspiração nas ideias de literatura social criadas, em 2003, pela editora argentina Eloísa Cartonera que publica livros baratos, usando papelão e escritos por catadores de lixo a escritora Beatriz Bajo e o escritor e artesão Jesus Bajo lançaram no último sábado, dentro da programação do evento Movida Arte, os primeiros livros publicados pela Rubra Cartoneira Editorial. Essa é uma proposta que envolve a democratização da literatura e também o uso de material ecológico, aponta Beatriz, ressaltando que a versão londrinense reutiliza caixas de leite para a confecção das capas de suas obras. O processo é todo artesanal, artístico, e o resultado final fica maravilhoso, aponta.
Primeira editora do Paraná a seguir os caminhos literários do cartoneirismo, o papel da Rubra Cartoneira transcende o da simples venda de seus livros. A ideia de produzir livros de autores independentes com material reaproveitado e preço acessível chacoalhou o mundo literário, e os conceitos da literatura sustentável se espalharam rapidamente por diversos pontos da América Latina, Estados Unidos e Europa, e chamando a atenção para um nicho literário que ainda estava inexplorado.
Os primeiros lançamentos promovidos pela nova editora são Rio Sou Francisco, de Chico César, Não tenho pena do poema, de Reynaldo Bessa, Cosmogramas, de Marcelo Ariel, Prosa de Palavras, de Karen Debértolis, e O domingo em nós, da própria Beatriz. O projeto gráfico das capas das edições que são diferentes umas das outras e foram produzidos pelas mãos de diversos artistas foi coordenado por Jesus Bajo. O preço de cada livro varia entre R$ 15 e R$ 25.
● Entre os objetivos estão o de descentralizar o mercado artístico e editorial, democratizando o acesso
aos livros
● Francisco César Gonçalves (Catolé do Rocha, em Pernambuco, 26 de janeiro de 1964) é um cantor, compositor, escritor e jornalista brasileiro
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





