Por influência do avô, Monteiro Lobato teve que cursar Direito, na renomada Faculdade São Franciso, em São Paulo. Dessa época, chegou a dizer que a única coisa boa foram as caricaturas que fez de seus professores. Sonhava em cursar artes plásticas.
Em cartas trocadas por mais de 40 anos com o amigo Godofredo Rangel, desabafou que não havia livros para as crianças brasileiras. Depois de lançar ''Urupês'', para adultos, em 1918, Lobato lançou ''A menina do narizinho arrebitado'', em 1920, que depois seria incluída em ''Reinações de Narizinho''.
Léo Pires Ferreira se incomoda com a falta de fidelidade à literatura de Lobato na série apresentada pela Rede Globo. ''Costumava gravar, mas não gravo mais. Perdeu a essência, mas, de qualquer maneira, é uma forma de manter viva a imagem de Monteiro Lobato'', comentou.
''É necessário um trabalho sério para aproveitar a mensagem de liberdade que ele deixou, em que pensar é a única coisa que tem que ser ensinada às crianças num tempo de tecnologia imediata belíssima'', argumentou.
Patriota, Lobato defendia a valorização do país e se incomodava com os estrangeirismos que, na época, vinham do domínio da língua francesa. Também era defensor das nossas riquezas naturais e foi o precursor da luta pelo petróleo nacional.
Entusiasta, também foi dele a idéia de abrir a primeira editora dedicada à literatura, que acabou na criação da Editora Brasiliense, ainda na ativa.
Apesar de toda a sua inventividade, morreu pobre, no dia 4 de julho de 1948, morando de favor no prédio da editora, em São Paulo.
Como forma de preservar a memória de Monteiro Lobato, Ferreira montou a ''Sociedade dos Amigos de Monteiro Lobato'', localizada na Rua Managua, 98 Bairro Guanabara, em Londrina. O telefone de contato é (43) 3339-0675. O email é [email protected].

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