LITERATURA - Por mares dantes navegados
Entre todas as almas femininas, o maior amor de Luís Vaz de Camões (1524-1525) foi a língua portuguesa, com seus humores, beleza e a sutileza de, em uma só palavra, dizer muito mais do que o explícito.
À língua, Camões entregou o espírito, que o transformou na primazia dos poetas, sem nenhum ciúme de dividi-lo com muitas mulheres.
Ele amou todas elas na forma mais sublime do amor. Um amor metafísico e platônico acima do convencional. Camões era portador de uma sensibilidade masculina superior a de um Dom Juan ou Casanova, afirma o camoniano londrinense, o médico Roberto de Almeida Barros, 75 anos.
Sobre a disposição amorosa de Camões, Barros grifa que sensual sim, mas discreto, honroso e atento. Não existe sequer uma expressão de libidinagem em toda sua obra.
O médico sabe de cor 30% da obra lírica do maior autor português e em torno de 10% do clássico Os Lusíadas.
A dimensão desse conhecimento tem as proporções do épico, que tem 8.816 versos, reunidos em 1.102 estrofes, além dos 166 sonetos, 118 redondilhas, 13 odes, 10 canções, sete elegias, quatro oitavas, uma sextiva, uma égloga, três obras de teatro e quatro cartas.
O londrinense embarcou na biografia de Camões ainda muito jovem, ao ser apresentado por uma professora ao espírito inquieto e obstinado de Camões.
Hoje, especialista no assunto, ele destaca que antes de Camões, a língua era sem forma e vazia e que o poeta criou a luz somente com a palavra.
O amor platônico é centrado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa, em vez de seus atributos físicos
Narra a história de Vasco da Gama e dos heróis portugueses que navegaram em torno do Cabo da Boa Esperança e abriram uma nova rota para a Índia
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





