LITERATURA - 'O Código Da Vinci' ganha edição ilustrada
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quinta-feira, 28 de abril de 2005
Alessandra Porro<br> Agência Estado 
Quem já leu o livro de Dan Brown, ''O Código Da Vinci'', pode ter ficado curioso em saber como é a tal cinta de cilício usada na coxa pelo monge albino Silas, da Opus Dei, para se martirizar. Na página 19 da nova edição lançada esta semana pela Editora Sextante há uma foto do tal instrumento de tortura. Para não deixar dúvidas de que a coisa é mesmo muito dolorida, há outra fotografia, tirada de um ângulo diferente, logo na página 21, bem como uma imagem da corda usada pelo mesmo monge para se açoitar antes de dormir.
Mas se o que tirou o sono do leitor foram as descrições da nova ala do museu do Louvre e detalhes de obras de Leonardo Da Vinci, como a Mona Lisa, o Homem Vitruviano e, principalmente, A Última Ceia, elas estão todas lá. Muitas repetidas diversas vezes ao longo das 398 páginas de papel couchê que compõem a nova edição do ''Código''.
Além das 160 ilustrações e encadernação de luxo, nenhuma vírgula foi mudada do original lançado no Brasil em 2004 e que teve 750 mil exemplares vendidos em menos de um ano. O estouro aqui acompanhou o sucesso mundial: 25 milhões de exemplares vendidos em mais de 40 países.
Desde o seu lançamento nos Estados Unidos, no início de 2003, o thriller de Dan Brown conseguiu duas façanhas. A primeira foi dividir o mundo entre os leitores que adoram o livro e acham que ele é a obra literária mais importante dos últimos tempos e os que detestam os personagens rasos e a interminável sequência de dados enciclopédicos - históricos ou não -que pontuam o suspense.
Outro mérito do escritor foi ter conseguido, com apenas um livro, fomentar toda uma indústria de 'filhotes'. Há desde os manuais que guiam os leitores nos segredos e mistérios descritos no livro, como o 'Revelando o Código Da Vinci', de Martin Lunn (Ed. Madras) e o 'Quebrando o Código Da Vinci', de Darrell L. Bock (Ed. Novo Século) até aqueles que se propõem a investigar os fatos citados por Brown.
Além dos livros que citam diretamente a obra, as livrarias foram abastecidas com outros que abordam temas como o Santo Graal, Maria Madalena, a verdadeira identidade de Jesus Cristo, a Opus Dei, o Vaticano, os Templários, e outros assuntos usados pelo americano em seu livro.
A onda está longe de acabar: em 2006 chega às telonas a versão cinematográfica da obra, estrelada por Tom Hanks e dirigida por Ron Howard. O ator vai interpretar o professor de simbologia religiosa Robert Langdon, que ao lado da criptógrafa francesa Sophie Neveau, vivida por Audrey Tatou, desvenda o assassinato do curador do museu do Louvre Jacques Sauniére. Mas quem não quiser esperar para assistir a essa história no cinema, pode desembolsar R$ 59,90 e ler a edição com figurinhas.


