Como em qualquer hipermercado, a Bienal do Livro de São Paulo oferece, além dos produtos tradicionais, aqueles que chamam atenção por serem diferentes. Percorrer com atenção os diversos estandes permite descobrir verdadeiras pérolas. Como um exemplar do ''Novo Testamento'' para a língua dos caingangues, a segundo maior comunidade indígena do Brasil (cerca de 30 mil pessoas vivendo em reservas no Sul do País), superada apenas pelos tupis. Desejos específicos também são saciados, como o ''Dicionário Brasileiro de Insultos'', de Altair J. Aranha, editado pela Ateliê, e que desvenda o significado de mais de 3 mil verbetes potencialmente ofensivos, vindos de todas as regiões do País.
Já Bruna Dias do Carmo Costa desponta por conta da precocidade - com apenas 12 anos, ela estreou na literatura com ''A Bailarina Encantada (FTD)'', livro infantil premiado em 2005 com o Hans Christian Andersen da Universidade de Passo Fundo.
Ela deverá seguir o caminho de sucesso de Natália Azevedo de Carvalho que, aos 17 anos, lança seu terceiro livro, ''Kelly Martoer e a Máquina do Tempo'' (FTD). Na verdade, trata-se da nova aventura da jovem feiticeira que, ao encontrar um livro antigo na casa de sua avó, descobriu pertencer a uma linhagem de feiticeiras. Um sucesso tão grande que Natália até abriu um site para sua bruxinha (www.kellymartoer.com.br). (Colaborou Ubiratan Brasil)

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