Uma das ­mais im­por­tan­tes es­cri­to­ras da li­te­ra­tu­ra in­fan­to-ju­ve­nil do ­País, Ta­tia­na Be­linky, 91 ­anos, não po­de­ria ser ­mais bem re­tra­ta­da: nu­ma ­obra in­fan­to-ju­ve­nil que con­ta ­seus pri­mei­ros ­anos de vi­da. A ­ideia do li­vro ‘‘A In­fân­cia de Ta­tia­na ­Belinky’’, par­tiu da es­cri­to­ra Ne­rei­de S. San­ta Ro­sa, uma ad­mi­ra­do­ra de Ta­tia­na des­de os tem­pos em que as­sis­tiu à pri­mei­ra adap­ta­ção fei­ta por ela pa­ra o ‘‘Sí­tio do Pi­ca-Pau ­Amarelo’’, na TV Tu­pi, na dé­ca­da de 50.
  ‘‘­Acho in­te­res­san­te es­sa re­la­ção en­tre a in­fân­cia de­la e sua pro­du­ção li­te­rá­ria. Pro­cu­rei res­ga­tar em que ­meio sur­giu es­sa es­cri­to­ra que é tão que­ri­da pe­las ­crianças’’, con­ta Ne­rei­de. ‘‘Ela foi uma crian­ça cria­ti­va, cu­rio­sa, in­te­li­gen­te. Pas­sou pe­la di­fi­cul­da­de de adap­ta­ção quan­do ­veio mo­rar ­aqui, ain­da me­ni­na. Acre­di­to que is­so es­te­ja em sua li­te­ra­tu­ra.’’
  Ne­rei­de lem­bra do de­se­jo de Ta­tia­na Be­linky, ain­da pe­que­na, de ser uma bru­xa, pa­ra ter o po­der de trans­for­mar as coi­sas. Aca­bou vi­ran­do bru­xa na li­te­ra­tu­ra, fa­zen­do má­gi­ca com as pa­la­vras.
  Pa­ra a au­to­ra, os lei­to­res com ida­de a par­tir de 9 ­anos vão se in­te­res­sar pe­la his­tó­ria de vi­da da es­cri­to­ra, que nas­ceu em 1919, em Pe­tro­gra­do (ho­je São Pe­ters­bur­go), na Rús­sia, en­fren­tou vá­rios de­sa­fios, mu­dou-se pa­ra a Le­tô­nia e, aos 10 ­anos, ­veio com a fa­mí­lia pa­ra o Bra­sil. ­Aqui, a me­ni­na, que já fa­la­va ale­mão, rus­so e le­tão, apren­deu por­tu­guês e se tor­nou tra­du­to­ra e es­cri­to­ra res­pei­ta­da.


● É uma cidade federal da Rússia localizada na entrada do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico. Já foi chamada de Petrogrado (1914-1924) e Leningrado (1924-1991)

● É uma das três Repúblicas Bálticas, junto com a Estônia e a Lituânia. Ex-república da antiga União Soviética, conquistou a independência em 1990

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