LITERATURA - A leitura como apreciação do belo
O potencial da literatura e da escrita como forma de aprender a apreciar o belo e desenvolver o senso estético é defendido entusiasticamente pelo professor Donato Parisotto, que há 40 anos se dedica à arte de ensinar literatura e lingüística. Aos 71 anos, ele fala com paixão da arte de ensinar e lamenta que os moldes da educação atual privilegiem a leitura dos resumos de livros ao invés da leitura completa das obras, principalmente na hora do vestibular.
Para ele é de responsabilidade do professor estimular e encantar o aluno para a leitura integral dos livros, além de buscar formas criativas de superar o fascínio e o apelo visual que a imagem televisiva exerce nos alunos, o que, na sua opinião, contribuiria em grande parte para a rejeição à leitura.
Como resultado do seu prazer pelos estudos literários, Parisotto lançou na semana passada o livro Análise e Interpretação de Poemas, pela Edições Humanidades. Na obra, Parisotto interpreta os poemas Ciclo, de Olavo Bilac; Caso pluvioso, de Carlos Drummond de Andrade; Tarde, de Guilherme de Almeida; Mar lírico, de poetas brasileiros e Mar épico, de
Luís Vaz de Camões. Sob o aspecto lingüístico, semântico, estilístico, filológico e estético, os poemas ganham vida dentro da sua busca constante pela expressão do belo na palavra.
Considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa, Camões nasceu provavelmente em 1524, em Lisboa, e morreu vítima de peste na mesma cidade, em 1578. Durante três anos serviu a milícia portuguesa na Índia, após ter sido preso por se envolver com briga com funcionário real. Morreu na miséria e depois da sua morte cresce o interesse pelos seus escritos. O mais famoso e popular é Os Lusíadas, coletânea de poemas que exalta o povo lusitano.
Lingüística é o estudo científico da linguagem humana. O estudioso suíço Ferdinand de Sausurre (1857-1913) foi o precursor nessa área.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





