Lista de espera para se hospedar com o ídodo
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quarta-feira, 01 de fevereiro de 2006
Cristiana Vieira<br> Agência Estado 
São Paulo Apesar do esforço de colocar em prática a regra de que a primeira norma de segurança é não falar em segurança e isso inclui manter a privacidade dos hóspedes , é praticamente impossível passar incólume por um lugar da grandeza do hotel Copacabana Palace, um dos símbolos do Rio.
É lá que tudo acontece. E é lá que os roqueiros do Rolling Stones vão se hospedar durante a apresentação marcada para 18 de fevereiro e esperada por mais de 2 milhões de pessoas na Praia de Copacabana. E o que vai mudar na rotina do hotel para recebê-los? ''Não muda nada'', garante a diretora de Relações Públicas, Cláudia Fialho. ''Eles não dão muito trabalho. Já têm um esquema montado. A equipe se organiza com os recursos que o hotel oferece. O que precisarem, eles mesmos resolvem'', explica Cláudia.
Desde que o show foi anunciado, o telefone de reservas não parou de tocar. ''Estamos com uma extensa lista de espera para o período'', diz. Cláudia conta que, na última visita dos roqueiros, Mick Jagger saiu pela porta dos fundos. Os funcionários formaram um corredor para se despedirem dele. ''E ele filmou tudo'', relembra, orgulhosa.
O que muda, agora, é que a banda vai chegar uma semana antes do carnaval. ''E tudo será muito agitado por causa da preparação do tradicionalíssimo baile de carnaval do hotel'', diz Cláudia.
Num hotel desse porte não é tão simples burlar a segurança. A entrada é controlada. ''Os hóspedes do Copa são identificáveis'', explica. O máximo que já tiveram de fazer foi colocar um cordão de isolamento para evitar que os fãs atrapalhem a entrada e saída dos carros. A única lembrança de uma hospedagem trabalhosa foi a do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela. ''A equipe dele não era familiarizada com viagens internacionais desse tipo'', afirma Claudia.
Um dos ícones paulistanos, o Maksoud Plaza tem história. Foi lá que os Stones se hospedaram há mais de 10 anos. A única exigência de Mick Jagger foi que o deixassem cozinhar na suíte. ''Também preparamos camarim e uma sala para a entrevista coletiva com a imprensa'', lembra a diretora de Vendas e Marketing, Márcia Brown.
Para ela, receber personalidades desse quilate exige que o estabelecimento realmente tenha estrutura e funcionários gabaritados. ''O hotel se molda às exigências'', completa.
Para esses hóspedes são reservadas as suítes presidenciais, que têm quartos conectados, detector de presença e a possibilidade de sair por diferentes acessos. Além disso, eles ficam perto do elevador e este, escondido atrás de uma porta corta-fogo. ''Esse elevador nunca dá problema. Tem gerador próprio. Pode até ter blackout'', garante Márcia.
Os preparativos para receber a ex-primeira-ministra britânica Margareth Thatcher, por exemplo, foram mais complicados. ''É preciso um preparo antecipado. O tempo deles é cronometrado'', explica Márcia. ''Quando eles chegam não temos o menor trabalho. Já está tudo pronto'', diz.


