Lisboa abre
a última exposição
do século
Exposição Mundial começa na próxima sexta-feira e vai durar 132 dias
Ednelson Alves
Especial para Folha Turismo
Começa na próxima sexta-feira a Exposição Mundial de Lisboa, com a participação recorde de 145 países. O último evento universal desse século tem como tema ‘‘Os Oceanos - um Patrimônio para o Futuro’’. Durante os 132 dias da Expo-98, que vai até 30 de setembro, os organizadores esperam receber 15 milhões de visitantes - três milhões a mais do que a população de Portugal. Uma verdadeira cidade foi construída dentro dos 330 hectares da chamada Zona de Intervenção, nas margens do Rio Tejo. Somente o centro do evento ocupa uma área de 60 hectares. Ali estarão os pavilhões dos 145 países, além de entidades internacionais como a Organização das Nações Unidas.
Há mais de seis anos a comissão organizadora trabalha na preparação da feira internacional. Mas o teste final do recinto aconteceu no domingo, 10 de maio, quando os portões da Expo-98 foram abertos para receber 51 mil pessoas. Metade da área do estacionamento foi ocupado e 71 mil refeições foram servidas. O diretor de Operações, João Soares Louro, fez o seguinte comentário sobre o ensaio geral antes da estréia: ‘‘Aconteceram falhas em pequenos detalhes. Vamos repará-las para atingir a excelência na abertura oficial’’. Entre os problemas foram detectados a falta de bebedouro d’água, sinalização confusa e falha na coleta do lixo.
Mas os milhares de visitantes se entusiasmaram com a beleza de tudo o que foi criado para simbolizar o passado, o presente e o futuro dos mares. Houve uma verdadeira disputa para subir no topo dos 100 metros da Torre Vasco da Gama. É dali que se pode contemplar todo o gigantismo da Exposição Mundial de Lisboa. Mas o Oceanário foi o local mais disputado pelo público. Num único dia passaram por ali 15 mil pessoas. Um dos efeitos que mais chamou a atenção do visitante foi a utilização do Tejo como parte do cenário futurístico construído na feira. Quando se olha o rio as águas se parecem um espelho a confundir-se com o céu.

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