A escultura de um torso feminino em bronze homenageia a escultora Lirdi Jorge, no projeto Artista do Mês, do Museu Alfredo Andersen. ‘‘A figura humana, em especial a feminina, intriga muita gente. Trabalho com a insinuação do torso retorcido, texturizado e não totalmente explícito’’, conta.
Trabalhando com a técnica tridimensional, Lirdi explora o movimento em todos os seus aspectos. As suas esculturas não ficam estáticas no pedestal, mas giram no próprio eixo. ‘‘São peças para serem manuseadas.’’ A textura das peças são conseguidas com a paciência de artista. ‘‘Desfio sacos de estopa até obter o resultado que procuro. É um trabalho detalhado. A escultura é sempre um sofrimento, exige muitas horas de dedicação’’, esclarece.
Para este resultado final, as esculturas são feitas no barro, passam pelo gesso, massa plástica e por último a fundição do bronze na areia. ‘‘Todo o processo leva cerca de 30 dias. Primeiro faço tudo no negativo para obter um resultado no positivo’’, explica.
Professora da Faculdade de Artes do Paraná (FAP), Lirdi é artista plástica pela mesma faculdade, onde ministra aulas de modelagem e escultura desde 1980. Antes de trabalhar com os torsos, Lirdi compunha com sementes de pinhão, milho e café. ‘‘Ainda trabalho muito as composições, em especial, com pinhões estilizados em vários tamanhos que resulta num trabalho leve e gostoso’’, reconhece.
Gaúcha de Ijuí, a artista desenvolve sua carreira desde o início dos anos 80, abordando principalmente temas paranistas. Entre as premiações estão as do 38º Salão Paranaense, em Curitiba; do 6º Salão de Arte do Iguaçu, em Foz do Iguaçu; do 4º Salão de Artes Cerâmicas do ABC, em São Paulo; do 10º Salão de Artes Plásticas de Jacarezinho e no 5º Salão de Cerâmica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
Lirdi Jorge é também museóloga - trabalha no Museu do Expedicionário - e foi escolhida para ser vice-presidente da Comissão Municipal de Incentivo à Cultura, indicada pela Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná.

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