Linhas do oriente
DivulgaçãoTrabalho do artista AY-O: cores vibrantes e traços ocidentaisLINHAS DO ORIENTE
DivulgaçãoO Festival de Bonecas do artista Ushio ShinoharaCuritiba sedia
exposição com
trabalhos de
gravuristas
japoneses
deste século
Simone Mattos
Aarte oriental, que surgiu com força depois da Segunda Guerra Mundial, está retratada numa exposição que será aberta na sexta-feira, na Galeria Andrade Muricy, em Curitiba. A trajetória de quatro décadas poderá ser acompanhada na mostra Gravuras do Japão - 1950/1990, que reúne 75 obras de 46 artistas da Fundação Japão.
DivulgaçãoObra de Chimei HamadaEntre eles estão, por exemplo, o artista plástico AY-O, que já participou das bienais de São Paulo e Veneza e foi premiado na Bienal Internacional de Gravuras de Vancouver, além de receber o Prêmio do Museu Nacional de Arte Moderna de Tóquio, numa Bienal Internacional de Gravuras da cidade.
Outro artista que participará da exposição internacional, em Curitiba, é Yukio Fukazawa, formado em Pintura pela Tokyo National University of Fine Arts e premiado pela Bienal Internacional de Artes Gráficas, em Florença, na Itália.
DivulgaçãoReferências contemporâneas na obra de Kosike KimuraEm Gravuras do Japão, o espectador poderá perceber nitidamente as mudanças que ocorreram na arte japonesa durante as últimas décadas. O ano de 1950 foi escolhido como ponto de partida para a exposição, pois depois da Segunda Guerra, muitos artistas passaram a se preocupar com as tendências da arte contemporânea internacional e ocidental, gerando a chamada arte pós-guerra, que deu início a um processo de modernização.
DivulgaçãoZen modificado no trabalho de Shigeru KimuraNos anos 60 e 70, os artistas japoneses adotaram as tendências norte-americanas da arte contemporânea, o que permitia o uso da arte cinética, da tecnologia e do computador na elaboração das obras pop-art.
Na década de 80, este movimento foi substituído por uma reapreciação crítica da arte do século 19. A ansiedade humana foi traduzida em arte. Foi aí que teve início o processo de conexão entre obras e busca da verdade existencial.
Todas essas etapas estão evidentes na mostra, onde a gravura japonesa contemporânea é apresentada em cinco etapas. A primeira é a dos artistas mais antigos, com longa carreira como xilogravuristas de conceitos formais modernos. Outra etapa mostrará trabalhos de artistas de destaque na litogravura a partir de 1950. A terceira categoria resume diversas obras de gravadores.
Os artistas contemporâneos que desafiam novas fronteiras da gravura e da pintura compõem a quarta etapa da mostra. A exposição será finalizada com os novos artistas que trabalham com design, instalação, fotografia, relevo e imagens em vídeo.
A abertura da exposição Gravuras do Japão - 1950/1990 acontecerá no dia 31 de julho, às 20 horas. A mostra permanece até o dia 12 de agosto, na Casa Andrade Muricy, em Curitiba.





