LINGUÍSTICA - Em busca de nossas origens
Você já parou para perguntar por que é que de vez em quando as pessoas se referem aos brasileiros como tupiniquins? Claro, isso vem da herança indígena. Só que não para por aí. A língua tupi era a mais falada no Brasil até meados do século XVIII e continua presente no cotidiano de todo o País. No livro Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Indígena (Editora Limiar), que ganhou recentemente nova tiragem da primeira edição, o médico Clovis Chiaradia reúne mais de 30 mil verbetes capazes de ilustrar melhor nossa própria história, especialmente a do Paraná.
Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Indígena nasceu da curiosidade. Desde pequeno me interessei pelas palavras indígenas por causa da cidade onde nasci, Botucatu, que significa bons ares em tupi. Com o passar do tempo, as palavras ficaram mais complicadas. Fui anotando e guardando os significados, explica Chiaradia. O livro, com tiragem inicial de mil exemplares, foi lançado no ano passado e hoje está em diversas bibliotecas do Brasil. O sucesso levou a editora Limiar a imprimir mais 500 exemplares.
Parte importante da pesquisa foi o levantamento feito em Curitiba, onde Chiaradia estudou Medicina, na Universidade Federal do Paraná. O Estado mais bem documentado era o Paraná, principalmente por causa das pesquisas feitas por Romário Martins (Alfredo, pesquisador do século XIX) e por Ermelino de Leão (Agostinho, presidente da província do Paraná no século XIX). O material foi colhido durante 30 anos, com auxílio de livros, jornais e revistas, sem a ajuda da internet.
Essa língua indígena foi a mais falada no Brasil até 1780, era o inglês da época. Em 1758, o Marquês de Pombal proibiu que ela fosse falada e ensinada, mas no nosso vocabulário atual ela ainda está presente
Elas são bastantes descritivas. Paraná, por exemplo, significa em tupi semelhante ao mar; Curitiba, em guarani, muito pinhão
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