DivulgaçãoJosé Antônio de Lima: trabalho contemporâneo com materiais diversosEm 1987, o artista plástico José Antônio de Lima fazia a primeira exposição individual de sua carreira, promovida pela Secretaria Municipal da Cultura de Maringá. Dez anos e inúmeras individuais depois ele abre uma nova, desta vez no Museu de Arte Contemporânea, em Curitiba. Será hoje, a partir das 18h30.
São cerca de 40 telas e dez peças, trabalhados com pasta de papel reciclado, e no caso das telas, entram ainda materiais comuns na produção do artista nos últimos anos: pó de ferro, pigmentos, materiais diversos.
As obras são da safra mais recente, todas datadas deste ano. ‘‘A gente vive numa sequência; vai evoluindo. Estou com um olhar mais exercitado, de maior autoconhecimento’’, explica.
RetraçãoJosé Antônio de Lima está sentindo os rigores da economia. O mercado foi ótimo em 1995 e 96, mas este ano sofreu uma retração que não estava prevista. ‘‘A gente que faz trabalho contemporâneo sofre ainda mais’’, reclama.
Por mais que a modernidade tenha arejado pincéis e tintas, os compradores de arte ainda consomem a pintura tradicional. ‘‘O público prefere as obras de fácil leitura’’, conforma-se. ‘‘Prova disso são as galerias, que em vez de melhorar, estão retrocedendo’’. É a luta pela sobrevivência.
Individual de José Antônio de Lima - Telas e objetos. No Museu de Arte Contemporânea, Rua Desembargador Westphalen, 16. Abre hoje, às 18h30, e permanece até 2 de outubro.

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