ReproduçãoCidade antigaMarrakesh foi fundada no século 11 como base avançada dos povos nômades do deserto. A Porta da cidade é um dos seus atrativos turísticosCultura, alegria, tradição, aventura, cores, aromas, compras, exotismo. Assim é o Marrocos, e assim é Marrakesh, capital do sul do País. Uma região em que os trajes revelam a origem das pessoas e a quantidade de povos que por lá passaram e deixaram suas marcas. Essa mistura étnica resultou numa rica cultura, com costumes tão diversos quanto os rostos que se vêem nas ruas.
Marrakesh. Que outra cidade do mundo inspira tanto a imaginação? Geograficamente, fica na borda do deserto, na beira do vazio. Seu nome virou metáfora de algo que está no limite do inimaginável. Não à toa. É uma dos lugares mais intrigantes do mundo. Decifrá-la significa uma experiência visual, olfativa e auditiva das mais intensas.
ReproduçãoMistura étnica resultou numa rica cultura, com costumes tão diversos quanto os rostos que se vêem nas ruasFundada no século 11 como base avançada dos povos nômades do deserto, e depois destruída e reconstruída, Marrakesh é a síntese e berço da cultura marroquina.
Uma visita à cidade começa e termina necessariamente na praça Djemaa El Fna, onde tudo acontece. É a ante-sala da Medina, como é chamada a cidade antiga, cercada pelas muralhas. Durante o dia, debaixo de calor intenso, fica praticamente deserta. Quando a noite cai, entra em frenética atividade. É uma confusão de músicos de rua, artesãos, bruxos e encantadores de serpentes em meio à fumaça e cheiro de especiarias. O clima é amistoso, mas os visitantes devem guardar uma boa dose de bom humor e algumas moedas no bolso para suportar o assédio.
De Djemaa El Fna saem os emaranhados de ruas que formam o zouk (mercado). Para explorá-lo, a melhor coisa é sair andando sem destino. A não ser que se contrate um guia, não há como não se perder na deliciosa falta de lógica das ruelas e becos do zouk.
Outro passeio é alugar uma charrete e dar a volta na Medina por fora das muralhas. À noite, cabeças cansadas de tanta informação, a melhor idéia é migrar para um dos restaurantes com varanda ao redor da praça, para, de longe e em paz, observar o burburinho que se repete, dia a dia, há quase mil anos.

mockup