'Lincoln' é uma bobajada divertida e sem rigor
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quinta-feira, 06 de setembro de 2012
Rodrigo Levino <br> Folhapress 
São Paulo - Não é preciso muito - o título talvez - para saber que ''Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros'' é uma tremenda bobajada.
Dito isso, é possível ao espectador vê-lo sob dois ângulos. Um, mais rigoroso, que o demolirá por furos de roteiro, imprecisões históricas, atuações sem brilho e abuso da suspensão da descrença.
O outro é encará-lo como um daqueles filmes em que se cai zapeando a TV (e vê-se até o fim sem se sentir ofendido) ou depois de ouvir o conselho do balconista da locadora e levar para casa um título sobre o qual não seja preciso ''pensar muito''.
E há na obra - adaptação do romance escrito por Seth Grahame-Smith - mais desta opção do que daquela.
No filme, Lincoln (Benjamin Walker) é transformado numa mistura de Van Helsing (caçador altivo) e Batman (aquele binômio vida pública/identidade secreta).
Após perder a mãe, atacada por um próspero comerciante de escravos, ele se imbui de vingança. Antes de consumá-la, no entanto, descobre que não se tratou de uma morte comum, mas de um ataque vampiresco. E, daí em diante, vira um dedicado caçador dessas criaturas, que, como se sabe, estão por toda parte e, há milhares de anos, entre nós.
A ambição dos hematófogos desemboca na Guerra de Secessão, quando os Estados do Sul viram uma espécie de trampolim da vampiragem para dominar o país. Numa batalha ferrenha, repleta de efeitos talhados para o 3D, Lincoln não apenas une os EUA sob o signo da liberdade como expurga o trauma da infância.
Sem perder uma gota de sangue sequer, dá para tomar uns sustos e dar boas risadas.


