Rio, 14 (AE) - O nome e a imagem de Elisete Cardoso não podem mais aparecer nos shows que a homenageiam e lembram os dez anos de sua morte, no Centro Cultural Banco do Brasil. Uma liminar nesse sentido foi concedida pela juíza Maria da Glória Oliveira de Mello, da 22.ª Vara Cível do Rio, ao filho da cantora, Paulo César Valdez, seu único herdeiro, que alegou não ter autorizado os espetáculos. Ontem, com o teatro lotado, a cantora Alaíde Costa cantou músicas de Tom Jobim e Vinícius de Morais, gravadas pela primeira vez por Elisete, e disse que o show era em homenagem a uma amiga, cujo nome ela não poderia dizer.
Segundo a produtora da série, Andréia Neves, a ação impetrada por Valdez cobrava direitos autorais e de imagem. "Só que a Elisete não tinha direito autoral a receber porque não era compositora e provamos que estamos quites com o Escritório Central de Arrecadação de Direitos (Ecad)", conta Andréia. "No entanto, não pudemos usar os slides da cantora durante o show e as fotos e cartazes dela foram retirados do CCBB". Amanhã (15) e domingo, Alaíde Costa repete o show (com lotação esgotada) e, nas próximas duas semanas, áurea Martins e Zezé Gonzaga continuam visitando o repertório de Elisete.

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