Lille, capital cultural da Europa
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terça-feira, 13 de abril de 2004
Agência Estado 
Lille, França - A cidade de Lille, no norte da França, foi eleita este ano capital cultural européia, junto com Gênova, na Itália. Os principais cartões-postais de Lille foram reformados, como a estação de trem, que ganhou quilômetros de painéis de vidro, e a Ópera. A Rua Faidherbe, viela típica francesa, foi transformada num pedaço do Oriente: até 31 de maio ela será La Rambla de Xangai, recriando o clima da cidade chinesa. Entre 19 de abril e 21 e junho vai ser montada na cidade uma Floresta Suspensa, com centenas de árvores de ponta-cabeça a 12 metros do chão.
Quarta maior cidade da França com 220 mil habitantes e a uma hora de Paris Lille é conhecida mundialmente por ser a sede dos melhores croissants do mundo.
Na condição de capital cultural européia, a programação inclui performances, intervenções, exposições e eventos capazes de satisfazer os mais exigentes dos ''culturetes''. Para se ter uma idéia, os principais cartões-postais de Lille foram reformados, parte do projeto ''Les Métamorphoses''. Uma estação de trem ganhou painéis de vidro de 10 mil metros que, iluminados com várias cores, ganharam uma atmosfera intimista dentro do possível, claro, para um lugar por onde passam centenas de pessoas diariamente.
A mostra Rubens, em exposição no Palácio de Belas Artes de Lille, traz quadros e desenhos do artista e dá uma idéia de sua polivalência foi também escritor, diplomata, inventor e colunista. Até 14 de junho. O artista também é homenageado com a mostra ''Nós Escolhemos Rubens'', no Palácio Rameau. Nessa exposição, 28 artistas locais trabalharam 12 temas inspirados pelo mestre. Até 7 de maio, entradas a 2 euros. Confira a programação completa no site www.lille2004.com.
As primeiras notícias que se tem de Lille datam de 1066. Nessa época, a cidade ficava no condado de Flandres. Só foi anexada pela França em 1667, por Luís XIV. No século 19, foi a vez de Lille agregar territórios e cinco cidades foram incorporadas à então capital industrial. A área territorial triplicou e o número de habitantes chegou a 120 mil pessoas. Nos anos 50 do século passado, o declínio da indústria têxtil trouxe sérios problemas para a cidade, que se converteu para a área de serviços.


