São Paulo - ''007 - Operação Skyfall'', filme que marca os 50 anos do agente secreto nos cinemas, tem sido anunciado como um retorno às origens. E é. O diretor Sam Mendes (premiado com o Oscar por ''Beleza Americana'', de 1999) cumpriu a missão de trazer o charme do antigo James Bond de volta e ainda modernizá-lo.
O longa, que estreia hoje nos cinemas brasileiros, recupera algumas antigas tradições do espião, que tinham sido esquecidas ou transformadas nos filmes anteriores protagonizados por Daniel Craig. O fino humor inglês aparece com boas piadas. Q (Ben Whishaw) também surge com seus apetrechos inventivos. As cenas de ação que contrariam as leis da física têm mais destaque do que as de luta corporal.
Ao mesmo tempo, o diretor consegue dar humanidade ao herói ao mostrá-lo já cansado, velho e com problemas de alcoolismo. Em um belo discurso de M (Judi Dench), o filme também tenta esclarecer ao espectador por que um espião britânico com licença para matar ainda pode ter importância num mundo pós-Guerra Fria, onde os criminosos ficam atrás de computadores.
Na história, o MI6 está sob ataque e Bond precisa encontrar a origem da ameaça. M tem papel fundamental nesta 23 aventura do agente, e suas ações do passado voltam para assombrá-la. Os fãs da série ainda vão ter uma surpresa ao conhecer um pouco mais das origens de 007.
Destaque especial para o vilão da vez, vivido por Javier Bardem, que rouba a cena em qualquer filme que faz.

'Bond girls'
Como todo James Bond que se preze, em ''007 - Operação Skyfall'', o agente secreto vivido por Daniel Craig está cercado por belas mulheres. No novo filme, elas aparecem em poucos momentos, mas possuem grande importância no desenrolar da história.
A primeira ''bond girl'' a surgir no longa é Eve (Naomie Harris), que aparece logo nas primeiras cenas e é uma agente secreta que também trabalha no MI6. Apesar de ser colega de trabalho de 007, ela acaba dando um tiro nele durante uma perseguição. O tiro faz com que o agente fique desaparecido por um tempo e seja dado como morto. O fato de ela quase ter tirado a vida do espião britânico é tratado com humor ao longo da trama.
Outra personagem-chave é Severine (Bérénice Marlohe), uma mulher rancorosa, que se tornou uma espécie de prisioneira de Raoul Silva (Javier Bardem). Bond a encontra em um cassino, em Macau.
Como não poderia deixar de ser, ela cede facilmente aos encantos de Bond e, após uma incrível noite de amor, acaba sendo convencida a promover o encontro entre o espião e o misterioso Silva, o maior vilão do filme.

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