Licença para matar de rir
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de junho de 2008
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
Quá, Quá Quá. Rá, Rá, Rá... Não há onomatopéia que consiga expressar suficientemente uma risada. No espetáculo ''Jurujujaja: el Desastre Continúa'', que estréia hoje, às 18h, na Concha Acústica, e que será reapresentado até segunda-feira em outros espaços alternativos, na programação do Filo, um palhaço tenta ajudar a palavra esquisita do título, que, em espanhol, significa uma grande gargalhada, a dar sentido ao riso.
Somente um palhaço consegue o que qualquer onomatopéia não é capaz de traduzir. O argentino Nanny Cogorno, que além da arte do riso, é ilusionista, interpreta nas ruas essa linguagem universal. ''Nada como o tempo para ser perdido.'' Com esse mote, Nanny leva o espectador a uma viagem de ternura em direção às antigas técnicas circenses.
O argentino estudou na Escola do Picadeiro, em São Paulo, integrando também o projeto Palhaços sem Fronteira, uma organização que atua em lugares em conflitos, levando a arte do riso às crianças. O objetivo da entidade é conscientizar e sensibilizar a opinião pública sobre a situação de populações afetadas por guerras, promovendo a solidariedade. Nanny já visitou lugares como Kosovo, Ruanda e Moçambique, participando também de festivais de teatro de rua na Espanha, Holanda e Grã-Bretanha.


